segunda-feira, 2 de abril de 2012

SNOWBEAST


título original: Snowbeast
título brasileiro: inexistente (inédito no Brasil)
ano de lançamento: 1977
país: Estados Unidos
elenco principal: Bo Svenson, Robert Logan, Yvette Mimieux
direção: Herb Wallerstein
roteiro: Joseph Stefano

Se você nunca viu filmes de terror sobre sasquatches e pretende começar por um simples e despretensioso, Snowbeast é uma boa pedida.
É um telefilme sem grandes efeitos especiais, sem cenas de violência explícita e... quase que também podemos dizer, sem monstro!rs
Acontece que a criatura aparece pouquíssimo. Mas pouquíssimo MESMO! A cara do bicho, então, só aparece numa cena de 1 segundo (tô falando sério!) quando o filme já passou do meio e depois volta a aparecer por mais uns poucos segundos na última cena. E o que aparece nem chega a dar medo em ninguém.
De qualquer forma, Snowbeast conta com bons momentos de suspense e até um certo clima de aventura em algumas cenas.
O que talvez seja mais curioso nesse filme é que ele sugere um triângulo amoroso fechado entre os heróis principais. Algumas cenas que mostram o personagem Tony, gerente do hotel ao redor do qual o sasquatch ronda, dão a entender que ele faz o ‘teste do sofá’ com os homens que trabalham pra ele (embora isso seja apenas insinuado de uma forma muito superficial). E não demora a chegar ao hotel a ex-namorada dele, chamada Ellen, que agora tá casada com um ex-campeão de esqui chamado Gar... Bom, a Ellen demonstra que ainda tem um certo interesse pelo Tony em algumas cenas e o Gar foi lá exatamente pra pedir um emprego novo a ele. E o Tony dá um emprego ao Gar, depois de tomar um banho de piscina sozinho com ele, bater um papo a sós com ele só de roupão... Então, parece que entre os 3 ali todo mundo pega todo mundo.
Snowbeast teve um remake lançado em 2011. Mas ainda não li o roteiro nem vi o trailer.
Clique aqui pra ver mais informações sobre o original de 1977:


Até a próxima!

quinta-feira, 29 de março de 2012

RITUALS


título original: Rituals
título brasileiro: inexistente (inédito no Brasil)
ano de lançamento: 1977
país: Canadá
elenco principal: Hal Holbrook, Lawrence Dane, Robin Gammell
direção: Peter Carter
roteiro: Ian Sutherland

Muito provavelmente, os slasher movies são o subgênero de filmes de terror com o roteiro mais previsível. Não é preciso se informar muito sobre esses filmes pra saber que 90% deles têm o seguinte roteiro:

Um grupo de adolescentes e pós-adolescentes ficam presos num lugar de difícil acesso, onde não podem receber ajuda imediata. E aí começam a ser perseguidos e mortos 1 por 1 por um maníaco (quase sempre deformado), até que, no final, a mocinha mais boazinha do grupo (que geralmente é a única sobrevivente) consegue matar ele e se salvar.

O perfil dos integrantes do grupo também é quase sempre pré-estabelecido: a garota boazinha, o garoto bonzinho, o garoto brigão, a garota tarada, o nerd, o babaca que pensa que é engraçado...
É difícil encontrar um slasher que não tenha esse tipo de roteiro vivido por esse tipo de personagens. Mas Rituals é exatamente uma dessas exceções.
Em vez de um grupo de garotões e garotonas, nesse filme os heróis são um grupo só de homens, todos já com mais de 40 anos. E um deles é gay, que é outra coisa rara de se ver num slasher.
Nenhuma cena de sexo dá as caras em Rituals, embora cenas assim, principalmente entre o brigão e a tarada, sejam um super clichê nesse tipo de filme.
O vilão aqui também é diferente de outros vilões de slashers, que tão sempre prontos pra matar brutalmente qualquer coisa que se mexa na frente deles: ele só chega a matar com as próprias mãos 1 único personagem do grupo dos heróis (tem outros que morrem por causa de coisas que eles faz, mas não são mortos por ele diretamente), preferindo atacar os heróis através de terrorismo psicológico.
Rituals também consegue manter um certo clima de aventura, já que mostra os personagens tentando sair de um descomunal floresta fechada e, pra tanto, caminhando em direção a uma represa que viram num mapa que levaram e que é o único vestígio de civilização nas redondezas... Nem é preciso dizer que nem todos vão viver pra chegar lá, né? E os que chegarem vão ter uma grande decepção.
O filme passou muito despercebido na época em que foi feito (até porque slashers só passaram a ser valorizados e tiveram sua época de ouro uns 5 anos depois disso), caindo num esquecimento quase total e só voltando a ser lembrado com a Internet.
Uma polemicazinha que existe em relação a esse filme surgiu depois do lançamento da Bruxa de Blair, em 1999: várias partes do roteiro da Bruxa de Blair parecem ter sido ‘inspiradas’ no roteiro de Rituals, o que fez com que algumas pessoas acusassem o filme de 1999 de plágio.
Clique aqui pra ver mais informações sobre o filme:


Até a próxima!

segunda-feira, 26 de março de 2012

O INCRÍVEL HOMEM QUE DERRETEU


título original: The Incredible Melting Man
título brasileiro: O Incrível Homem Que Derreteu
ano de lançamento: 1977
país: Estados Unidos
elenco principal: Alex Rebar, Burr DeBenning, Michael Alldredge
direção e roteiro: William Sachs

Analisando superficialmente o roteiro do Incrível Homem Que Derreteu, não vemos nada tão surpreendente: um astronauta que, depois de ser irradiado por uma energia extraterrestre, se transforma num mutante gosmento que aterroriza uma floresta ao longo de um dia inteiro, enquanto vai derretendo.
As situações que ficam sem explicação e os furos no roteiro também não são difíceis de ser detetados...
O Incrível Homem Que Derreteu começa com um trio de astronautas terráqueos que fazem uma expedição aos aneis de Saturno. E lá, são atingidos por uma misteriosa energia que mata 2 deles e fere gravemente o sobrevivente, no que já vemos o 1º furo: ele reaparece num hospital da Terra sem explicação nenhuma... Tá bom: entende-se que ele voltou sozinho. Mas ele não tava gravemente ferido?
A tal energia de Saturno também nunca é identificada. Seria simplesmente uma energia do espaço mesmo? Ou foi algum extraterrestre que sentiu seu território sendo invadido e aí se defendeu?
O Governo dos Estados Unidos quer manter a situação em sigilo absoluto. Mas deixam o cara sendo vigiado num hospital por ninguém mais do que 1 única enfermeira. Não podia dar em outra: assim que acorda, o mutante (enlouquecido devido ao derretimento do cérebro) mata a enfermeira, sai do hospital e se mete na floresta vizinha, onde faz uma série de outras vítimas.
E por aí vai.
Então, pra quem procura novidades, é fácil não se empolgar muito vendo O Incrível Homem Que Derreteu superficialmente. Mas as mensagens que ele transmite são bastante significativas.
A cena final, então, que mostra literalmente um funcionário do governo sendo varrido pro lixo depois de ter perdido a importância pra esse mesmo governo, é de um simbolismo incrível!
Quanto à produção, os efeitos especiais cumprem as expectativas. E a maquiagem da criatura tá de parabéns.
E apesar dos altos e baixos do roteiro, O Incrível Homem Que Derreteu vale a pena ser procurado por fãs de aventura, ficção científica, suspense e terror.
Clique aqui pra ver mais informações sobre o filme:


Até a próxima!

sexta-feira, 23 de março de 2012

NASCE UM MONSTRO


título original: It’s Alive
título brasileiro: Nasce Um Monstro
ano de lançamento: 1974
país: Estados Unidos
elenco principal: James Dixon, John P. Ryan, Sharon Farrell
direção e roteiro: Larry Cohen

Monstros gigantes transmitem medo por serem criaturas de força descomunal e que podem percorrer vastas áreas sem fazer grandes esforços ou mesmo destruir cidades inteiras (haja visto a maioria dos seriados japoneses de aventura).
Isso significa que, quanto maior for o monstro apresentado por um filme, mais medo ele inspira no público, certo? Errado!
Os mini-monstros, que são o extremo oposto deles, também conseguem aterrorizar o público, só que inspirando outro tipo de medo: eles podem entrar em qualquer lugar sem serem vistos e se esconder em qualquer parte. Assim, podem estar escondidos a menos de 1 metro de distância de você sem que você perceba... até que seja tarde!
Nasce Um Monstro nos mostra exatamente esse tipo de criatura. E como o diretor não dispunha de grandes efeitos especiais ao realizar as filmagens, usou basicamente esse clima de imprevisto ao longo do filme. Além do público saber que o monstro pode estar escondido onde quiser e se mostrar a qualquer momento, cenas de objetos que caem repentinamente, barulhos imprevistos e própria câmera se movimentando em certos ângulos conseguem manter um perturbador clima de tensão.
Imperdível pra fãs de suspense.
Mas o que é curioso nesse filme são as críticas sociais que ele faz: o monstro é tratado quase como uma figura abstrata (inclusive, a criatura aparece muito pouco e o filme nem explica por quê nasceu um monstro em vez de um bebê normal), enquanto diferentes personagens da sociedade tentam tão somente defender, cada um, seus interesses pessoais.
Nasce Um Monstro rendeu 2 continuações (1978 e 1987) e 1 remake (2008).
No 2º filme, o diretor resolveu deixar as críticas sociais de lado e partiu mais pro terror mesmo, se saindo muito bem. Mas no 3º filme, como inventaram de misturar comédia com terror, a história acabou desandando.
Quanto ao remake, só vi algumas cenas específicas e li o roteiro. Mas isso já foi o suficiente pra ver que, com exceção do tema principal e dos nomes de alguns personagens, não tem nada a ver com a história do original de 1974.
Clique aqui pra ver mais informações sobre o filme original e suas 2 continuações:


Até a próxima!

segunda-feira, 19 de março de 2012

A INVASÃO DAS RÃS


título original: Frogs
título brasileiro: A Invasão das Rãs
ano de lançamento: 1972
país: Estados Unidos
elenco principal: Joan Van Ark, Nicholas Cortland, Sam Elliott
direção: George McCowan
roteiro: Robert Hutchison

NA NATUREZA, VOCÊ COLHE O QUE PLANTOU. FAÇA ALGUMA COISA CONTRA A NATUREZA E, NO DEVIDO TEMPO, ELA VAI FAZER ALGUMA COISA CONTRA VOCÊ TAMBÉM.

Por mais que o ser humano ouça essas mensagens, que são tão indiscutivelmente verdadeiras, parece que nunca aprende, né? E o resultado dessa teimosia a gente vê todos os dias nos efeitos colaterais que a poluição provoca ao redor do planeta.
Mas é exatamente com essas mensagens que trabalha o filme A Invasão das Rãs, seguindo o estilo ‘animais enfurecidos’ do terror.
O velho Crockett (um milionário amargurado, autoritário, rabugento e todos os outros adjetivos com significados próximos desses) se distrai poluindo e envenenando a Natureza por sadismo. E como consequência disso, os animais e vegetais que vivem ao redor da fazenda palustre dele na Flórida vão partir pra vingança contra ele e contra os puxa-sacos dele. Tudo isso sob o comando das rãs, que não matam ninguém por si próprias, mas que tão sempre presentes nas cenas de morte, assistindo a agonia dos humanos. Sadismo por sadismo é apenas justiça, né?
A Invasão das Rãs também trás algumas críticas simples em relação ao racismo disfarçado (ninguém ali fala frases abertamente racistas, mas se nota que os negros são tratados como diferentes dos brancos pelo vilão Crockett). E isso também é curioso, já que, quando se trata do assunto, geralmente só se fala do racismo assumido, e raramente do racismo disfarçado.
Não é um filme de muita ação, mas consegue produzir bons momentos de suspense do início ao fim.
Clique aqui pra ver mais informações sobre o filme:


Até a próxima!