segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

CRIAÇÃO MONSTRUOSA

título original: The Kindred
título brasileiro: Criação Monstruosa
ano de lançamento: 1987
país: Estados Unidos
elenco principal: Amanda Pays, David Allen Brooks, Talia Balsam
direção: Jeffrey Obrow e Stephen Carpenter
roteiro: Earl Ghaffari, Jeffrey Obrow, John Penney, Joseph Stefano e Stephen Carpenter

Depois de 3 anos em coma em consequência de um enfarte, uma velha bióloga acorda. E logo depois, ela entra em pânico ao se lembrar de algo que aconteceu pouco antes de enfartar. Entre uma frase solta e outra, ela faz um pedido ao filho dela, o também biólogo John: que ele vá à isolada casa dela numa praia distante e destrua todos os vestígios da última experiência que ela fez. Mas um irmão dele, chamado Anthony, é o problema principal que ele vai encontrar lá...
O John, que sempre pensou que era filho único, fica sem entender a situação, mas atribui a histeria da mãe à mente confusa dela ao voltar do coma. E mesmo assim, decide fazer o que ela quer, indo à casa dela com um grupo de amigos e com uma misteriosa mulher chamada Melissa, que praticamente se convida pra fazer parte do grupo assim que tem o 1º contato com o John.
Além do comportamento invasivo, ela também mostra características físicas muito estranhas: ela nunca dorme e tem o corpo gelado e com cheiro de peixe...
Na casa, eles encontram uma antiga fita de gravador, na qual a mãe do John revela que criou um mutante híbrido. E juntando outras pistas que vão aparecendo, ele entende o que houve: há alguns anos a mãe dele pegou uma amostra do sangue dele pra fazer experiências, misturou isso com hemocianina (uma substância encontrada no corpo dos polvos) e teve como resultado um feroz polvo humanoide, que agora vive se escondendo no porão da casa. E como ela era devota de Santo Antônio e criou o monstro com o DNA do filho, ela chamou a criatura de Anthony e via ela como um irmão do John.
Mas os problemas deles não param por aí: um cientista louco chamado Phillip quer capturar o monstro pra usar em benefício próprio, a Melissa revela que não é tão humana quanto parece e eles descobrem que há outras coisas monstruosas além do Anthony se escondendo no porão da casa... Talvez mais perigosas do que ele!

Criação Monstruosa não é um filme ruim. Mas o resultado final se mostra simplesmente medíocre.
O Anthony, que a gente imagina desde o início que seja uma criatura sanguinária e assustadora, não chega a ser lá essas coisas. Ele até ataca vários personagens, mas só mata de fato 2. E em ambos os casos, em cenas muito bobinhas.
Quanto à aparência dele... Pra dizer a verdade, são poucas as cenas em que ele aparece com clareza. Mas é uma aparência mais convincente que a do monstro de Octaman (1971), que também era um polvo humanoide.
E os personagens do grupo de heróis são meio vazios. Não há muita definição de personalidade entre eles. O John é o cabeça do grupo, o Brad é ao mesmo tempo o tarado do grupo e o babaca que pensa que é engraçado e os outros tão lá mais pra encher linguiça mesmo.
Criação Monstruosa também tem situações que ficam sem explicação ou são simplesmente abandonadas ao longo do desenrolar do filme.
Por exemplo, logo nas primeiras cenas, vemos que o Phillip mantém um bando de mutantes humanoides presos numa sala subterrânea. Mas eles só aparecem numa cena rápida e depois não voltam a ser nem sequer mencionados.
De qualquer forma, o filme consegue contar uma história com início, meio e fim.
Os efeitos especiais, pros padrões de uma produção simples dos anos 80, são bons. Principalmente os que a gente vê na luta final entre o Anthony e os humanos. Mas nada que se compare ao que a gente vê em produções posteriores, é claro.
Simplificando: Criação Monstruosa tem vários prós e contras. Vale mais a pena ser visto por quem nunca viu um filme de terror e quer começar por uma coisa relativamente mais leve.
Bom, clique aqui pra ver mais informações sobre o filme:


E dê uma clicada aí do lado em ‘produções mexicanas’ que você acha um post sobre Octaman.
Até a próxima!

sábado, 3 de dezembro de 2016

STUART CHARNO

O nova-iorquino Stuart Charno é um ator mais de dramas e comédias. Mas é bem lembrado pelos fãs dos filmes do Jason Voorhees.
Tudo começou em 1981, quando ele apareceu em Sexta-Feira 13 – 2ª parte (1981), interpretando o zelador de uma colônia de férias chamado Ted.
O personagem chama a atenção por algumas particularidades.
Quando esse filme se passa, em 1984, o Jason ainda é apenas uma lenda nas redondezas de Crystal Lake, embora muitos acreditem que ele ficou vivendo escondido na floresta da região desde 1957, quando desapareceu. E pela lógica, todos têm medo do tipo de fera que um menino louco e deformado pode ter se tornado vivendo sem nenhum contato com a civilização por 27 anos.
Numa noite em que os colegas do Ted tão sentados ao redor de uma fogueira naquela floresta falando exatamente sobre esse assunto, de repente uma figura monstruosa surge no meio deles gritando!
Todos fogem correndo. Mas, segundos depois, vemos que a ‘criatura’ era só o Ted com uma máscara de monstro fazendo uma brincadeira.
Bom, uma cena com a mesmíssima situação e o mesmíssimo desenvolvimento foi mostranda em outro slasher oitenteiro: A Vingança de Cropsy (1981).
Cheiro de plágio no ar? Com certeza.
O diretor de um desses filmes tinha um espião entre a equipe do outro filme? Possivelmente.
Mas a dúvida que fica é quem plagiou quem, já que os 2 filmes foram gravados ao mesmo tempo.
E a existência de plágio entre 2 slashers não é nenhum absurdo, já que esses filmes têm como uma da suas principais características trabalhar com clichês e imitam escancaradamente uns aos outros.
Outra curiosidade sobre o Ted é que ele não tem o destino final comum aos personagens do mesmo tipo dessa série. Afinal, ser zelador de uma colônia de férias de um filme do Jason significa em 99% das vezes ser assassinado. E não é o caso aqui.
Poucas horas antes do Jason começar seu massacre, os zeladores se dividem em 2 grupos: um grupo fica na colônia e o outro vai passar a noite num bar da cidade vizinha.
O Ted vai com o 2º grupo. E mesmo quando os outros zeladores decidem voltar pra colônia de madrugada, ele é o único que decide ficar no bar. Ou seja, ele nem passa perto de ser morto ou mesmo atacado pelo Jason.
Aliás, já que o personagem ficou vivo, achei muita falta de criatividade não reaproveitarem ele em filmes seguintes da série, né? Uma reaparição dele daria mais consistência à história.
De qualquer forma o Stuart apareceu em documentários sobre a série lançados alguns anos depois. Se trata de His Name Was Jason: 30 Years of Friday the 13th (2009) e Crystal Lake Memories: The Complete History of Friday the 13th (2013).
Outras produções de terror em que ele se envolveu foram Christine, O Carro Assassino (1983); Procura-se Rapaz Virgem (1985); Sonâmbulos (1992); Horrorween (2011); e 1 capítulo de Pesadelo Em Elm Street – a Série (1988).
Clique aqui pra ver mais informações sobre o Stuart:


E clique aí do lado em ‘slashers’ que você acha posts sobre A Vingança de Cropsy e Sexta-Feira 13 (1980), que deu origem aos filmes do Jason.
Até a próxima!

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

ATTACK OF THE BEAST CREATURES

título original: Attack of the Beast Creatures
título brasileiro: inexistente (inédito no Brasil)
ano de lançamento: 1985
país: Estados Unidos
elenco principal: Julia Rust, Robert Lengyel, Robert Nolfi
direção: Michael Stanley
roteiro: Robert A. Hutton

Em Maio de 1920, um transatlântico naufraga no Norte do Atlântico.
Os únicos sobreviventes, 5 homens e 3 mulheres, se aglomeram como podem num pequeno barquinho salva vidas. E sem ter o que fazer, ficam à deriva, esperando que a sorte salve os 8.
De fato, a correnteza leva o barquinho a uma misteriosa ilha florestal. E eles se metem entre as árvores em busca de ajuda, procurando saber se a ilha é habitada... Mas não percebem pequenos vultos correndo entre as plantas.
À noite, esses pequenos vultos vão se fazer notar melhor como pequenos pares de olhos brilhantes na escuridão. E depois, como pequenas boquinhas cheias de dentes afiados e loucas pra saborear carne humana...

Eu diria que há 90% de chance de que você que tá lendo esse texto nunca tenha ouvido falar em Attack of the Beast Creatures. E aliás, o único site em Português que eu vi mencionando essa pérola foi o Filmes Segregados.
Não sabem por que esse filme é tão desconhecido? Simples: porque o elenco e a equipe técnica são quase completamente desconhecidos.
Pelo menos de acordo com o IMDB, nenhum dos atores e atrizes vistos aqui fez outro trabalho além desse filme. A mesma coisa em relação ao roteirista. E o diretor tem menos de meia dúzia de trabalhos registrados no currículo.
E o filme em si é uma comédia involuntária. Vai fazer companhia a Calígula (1979), Gigantes Guerreiros Goggle Five (1982), O Rato-Humano (1988), O Inominável 2 (1992), Incesto (2000), Pecados & Tentações (2008), Axe Giant: The Wrath of Paul Bunyan e Poseidon Rex (ambos de 2013).rsrs
Se a produção e o roteiro tivessem sido um pouquinho melhores, Attack of the Beast Creatures até que teria dado um caldo. Mas dá pra ver de longe que é um filme amador, gravado de forma quase artesanal. Pra vocês terem uma ideia, nem tem cenas de estúdio! Foi tudo gravado numa praia e numa floresta (provavelmente, terrenos baldios perto da casa de alguém da equipe, né?).
Os bonecos que representam os monstros são uma das coisas mais mal feitas que eu já vi em filmes. E nas cenas de ‘ataque’ deles contra os humanos, dá pra ver claramente que tinha alguém fora de cena jogando os bonecos contra os atores.
Essas criaturas não são animais irracionais, já que elas vestem roupas rústicas e praticam uma espécie de religião (elas até construíram a estátua de um deus e ficam rezando na frente dele). Mas o filme não desenvolve em momento nenhum a historia delas e nunca se preocupa em explicar o que elas são.
Talvez a contradição principal que fique é a ausência de animais na ilha. Afinal, já que os monstrinhos têm uma necessidade tão insaciável de comer carne, o que eles comem quando não tem humanos na ilha? Partem pra dieta vegetariana?rs
Por falar nas vítimas deles, sempre que um dos personagens morre e depois alguém encontra o cadáver dele, botam um esqueleto de plástico pra representar o cadáver. E dá pra ver que é sempre o mesmo esqueleto. Um daqueles de brinquedo, que as crianças montam pra aprender como é o corpo humano.
Enfim, a gente vê de longe que não houve grana pra produção.
Vale a pena ver? Sim. Se você gostar de produções feitas no quintal e não fizer questão de ver nada muito elaborado. Mas se você é fã só superproduções, esqueça que Attack of the Beast Creatures existe.rs
Clique aqui pra ver mais informações sobre o filme:


E clique aí do lado em ‘comédias’ que você acha posts sobre Axe Giant, Calígula, Goggle Five, Incesto, O Inominável 2, O Rato-Humano, Pecados & Tentações e Poseidon Rex.
Até a próxima!

sábado, 26 de novembro de 2016

STEVE BOND

O israelense Steve Bond é um ator mais de televisão do que de cinema. E apareceu mais em dramas e romances.
Claro que trabalhos cinematográficos também constam no currículo dele. E uma boa parte deles foram produções de terror.
Em 1976, o Steve apareceu em Massacre at Central High.
Em 1984, ele foi o protagonista masculino do Depredador.
Vale lembrar que o personagem do Steve, chamado Joel, foi um dos ‘mocinhos de slasher’ menos atuantes de todos.
Ele vai com um grupo de amigos até a parte menos acessível de uma floresta isolada pra escalar um rochedo chamado Suicide Peak. Mas não toma nenhuma atitude muito significativa em momento nenhum.
A morte do personagem só chama a atenção do público porque se passa na parte mais agitada do filme (os últimos 15 minutos):
No alto do Suicide Peak, o Joel começa a descer o rochedo pendurado por uma corda, enquanto um amigo dele fica lá no alto segurando a corda, que de repente começa a sacudir de uma forma estranha... E o Joel olha pra cima irritado, pensando que é alguma brincadeirinha sem graça do amigo. Mas se espanta profundamente quando vê um homem horrivelmente deformado cortando a corda! E ele começa a descer o mais rápido que pode, mas acaba caindo pelo rochedo a baixo quando a corda se parte.
Bom, no ano seguinte, o Joel foi visto na Poção Mágica.
Em 1988, ele teve em Drácula: Pacto de Sangue.
E em 1991, o Joel apareceu em Son of Darkness: To Die for II.
Clique aqui pra ver mais informações sobre o ator:


E dê uma clicada aí do lado em ‘slashers’ que você acha um post sobre O Depredador.
Até a próxima!

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

OCCUPIED

título original: Occupied
título brasileiro: inexistente (inédito no Brasil)
ano de lançamento: 2015
país: Estados Unidos
elenco: Lee Silva e Taylor Kerby
direção e roteiro: Mitchell Kerby e Taylor Kerby

Um homem vai passar a madrugada trabalhando num prédio.
Quando sai da sala dele pra ir ao banheiro, o último colega que ainda tava no prédio passa por ele no corredor, se despede e vai embora, deixando ele sozinho no prédio...
Sozinho?
Na verdade, ele não vai demorar a perceber que tem companhia. Aliás, PÉSSIMA companhia...

Esse curta-metragem de 5 minutos dos irmãos Mitchell e Taylor Kerby é uma das demonstrações de como eles conseguiram chegar longe com filmes de baixíssimo custo e elenco reduzido ao máximo possível.
Claro que a história é bastante simples, não se dá nenhuma explicação sobre quem ou o quê era o ser sobrenatural que atacou o homem no prédio deserto... Mas, levando em conta que Occupied é um curta, e curtas rarissimamente dão grandes explicações sobre seus personagens, você nem presta atenção nisso.
E não posso deixar de dar os parabéns ao ator Lee Silva: apesar de falar muito pouco, as expressões faciais dele dizem tudo ao se deparar com a ‘coisa’ que tá atacando o personagem dele no prédio.
Occupied nunca foi lançado comercialmente no Brasil. Mas não é nem um pouco difícil encontrar ele aí pelos ‘tubes’ da vida.
Bom, clique aqui pra ver mais informações sobre o filme:


Até a próxima!