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segunda-feira, 6 de agosto de 2018

OS HERCULOIDES (versão de 1981)

título original: The Herculoids
título brasileiro: Os Herculoides
ano de lançamento: 1981
país: Estados Unidos
produção: Hanna-Barbera Productions

Em 1967, a Hanna-Barbera lançou o seriado Os Herculoides, contando a vida dos guerreiros Zandor, Tara e Dorno e de seus animais heroicos Gleep, Gloop, Igoo, Tundro e Zok.
Esse seriado teve 36 capítulos. Mas um seriado de 11 capítulos, também chamado Os Herculoides, foi lançado em 1981.
Foi um remake? Não. Afinal, aqui não foram criadas novas versões das histórias vistas no outro seriado.
Foi uma nova versão? Vagamente. As únicas coisas que mudaram foram o nome do planeta (na versão de 1967 se chamada Amzot e na versão de 1981 passou a se chamar Quasar) e a iluminação (na nova versão as cenas são todas relativamente mais escuras).
Eu diria que é simplesmente uma continuação mesmo.
As histórias ficaram um pouquinho mais consistentes, procurando destacar mais a Geografia e a História do planeta.
Quanto aos personagens principais, são exatamente os mesmos.
Outras produções da Hanna-Barbera que eu já indiquei aqui foram Os Flintstones (1960); Os Jetsons (1962); A Feiticeira Faceira; A Formiga Atômica; A Lula Lelé; O Esquilo Sem Grilo; O Xodó da Vovó; Zé Buscapé (todos esses de 1965); Frankenstein Jr.; Os Impossíveis (ambos de 1966); O Poderoso Mightor (1967); Scooby-Doo, Cadê Você? (1969); Os Mussarelas (1972); Goober e os Caçadores de Fantasmas (1973); A Família Dó Ré Mi (1974); Treme-Treme (1977); Os Smurfs (1981); e Galtar e a Lança de Ouro (1985).
Bom, clique aqui pra ver mais informações sobre a versão de 1981 dos Herculoides:


E clique aí do lado em ‘seriados’ que você acha posts sobre a 1ª versão dos Herculoides, A Família Dó Ré Mi, A Feiticeira Faceira, A Formiga Atômica, A Lula Lelé, Frankenstein Jr., Galtar, Goober, Mightor, O Esquilo Sem Grilo, O Xodó da Vovó, Os Flintstones, Os Impossíveis, Os Jetsons, Os Mussarelas, Os Smurfs, Scooby-Doo, Treme-Treme e Zé Buscapé.
Até a próxima!

segunda-feira, 30 de julho de 2018

OS HERCULOIDES

título original: The Herculoids
título brasileiro: Os Herculoides
ano de lançamento: 1967
país: Estados Unidos
produção: Hanna-Barbera Productions

O Planeta Amzot é formado por desertos e florestas, além de ter uma região escura que é habitada quase só por criaturas hostis.
Pra se defender dessas criaturas e de vilões espaciais que eventualmente pousam ali, os guerreiros humanos Zandor, Tara e Dorno contam com a ajuda de um pequeno exército de animais daquele planeta: o gigante de pedra Igoo, o triceratops Tundro, o dragão Zok e as criaturas gelatinosas Gleep e Gloop. Ou, como são conhecidos de forma conjunta, os Herculoides.

Talvez o que incomode mais nesse seriado são as histórias rasas, com assuntos que não se desenvolvem.
A cada capítulo algum vilão ataca, o Zandor comanda os Herculoides contra ele e o vilão morre ou desaparece de forma indefinida no final do capítulo (até porque alguns vilões aparecem em mais de 1 capítulo).
Se você não se incomoda em ver um desenho de aventura que mostra só isso, tudo bem. Você vai gostar. Mas se você faz questão de ver seriados com roteiros mais elaborados, com certeza Os Herculoides não é pra você.
Segue mais ou menos o mesmo estilo que He-Man e os Defensores do Universo (1983), só que com uma pegada muito mais simples.
O nível de aventura é bom.
As cenas de humor ficam basicamente por conta do Gloop e do Gleep (eu acho que os barbapapas dos anos 70 foram inspirados neles rs), que curiosamente também são os Herculoides mais poderosos, já que podem assumir qualquer forma, aumentar ou diminuir de tamanho e até se dividir em vários corpos diferentes.
Quanto aos efeitos especiais, não vamos esquecer que Os Herculoides foi feito nos anos 60, né? Não é nada que se compare com os efeitos especiais de hoje.
Outras produções da Hanna-Barbera que eu já indiquei aqui foram Os Flintstones (1960); Os Jetsons (1962); A Feiticeira Faceira; A Formiga Atômica; A Lula Lelé; O Esquilo Sem Grilo; O Xodó da Vovó; Zé Buscapé (todos esses de 1965); Frankenstein Jr.; Os Impossíveis (ambos de 1966); O Poderoso Mightor (1967); Scooby-Doo, Cadê Você? (1969); Os Mussarelas (1972); Goober e os Caçadores de Fantasmas (1973); A Família Dó Ré Mi (1974); Treme-Treme (1977); Os Smurfs (1981); e Galtar e a Lança de Ouro (1985).
Clique aqui pra ver mais informações sobre Os Herculoides:


E clique aí do lado em ‘seriados’ que você acha posts sobre A Família Dó Ré Mi, A Feiticeira Faceira, A Formiga Atômica, A Lula Lelé, Frankenstein Jr., Galtar, Goober, He-Man, Mightor, O Esquilo Sem Grilo, O Xodó da Vovó, Os Flintstones, Os Impossíveis, Os Jetsons, Os Mussarelas, Os Smurfs, Scooby-Doo, Treme-Treme e Zé Buscapé.
Até a próxima!

segunda-feira, 25 de junho de 2018

O ELO PERDIDO

título original: Land of the Lost
título brasileiro: O Elo Perdido
ano de lançamento: 1974
país: Estados Unidos
elenco principal: Kathy Coleman, Spencer Milligan, Wesley Eure
direção: Marty Krofft e Sid Krofft
roteiro: Allan Foshko, David Gerrold, Marty Krofft e Sid Krofft

A Família Mashall (composta pelo pai Rick, o filho mais velho Will e a filha mais nova Holly) tá fazendo uma excursão particular por um rio quando um terremoto desvia eles do curso que pretendiam seguir. Até que eles caem numa cachoeira, que parece não ter fim...
Os 3 desmaiam. E quando acordam, tão no meio de uma floresta com um tiranossauro olhando pra eles!
Eles saem correndo pela floresta, até que encontram uma caverna e se escondem do monstro ali. E passam a usar a caverna como casa.

Isso é o que é mostrado na abertura do Elo Perdido. E a partir dali, nos capítulos propriamente ditos do seriado, vemos que os heróis caíram numa realidade virtual, com criaturas de várias épocas e lugares diferentes.
A única espécie nativa daquele lugar parece ser uma raça de répteis humanoides chamados sleestaks. Mas é inútil tentar se comunicar com eles: são muito hostis e querem sempre prender os humanos que eles encontram pra servir de comida a uma fera que eles mantêm.
Também não adianta tentar sair dali andando: mesmo que alguém vá andando sempre em linha reta, acaba voltando pro mesmo lugar da realidade virtual de onde começou a andar.
Assim, o jeito é aprender a sobreviver aos perigos que aquele lugar oferece até encontrar um jeito de sair dali.
Como a gente vê, a história é legalzinha, né? Mas recebeu pouquíssimo investimento.
Mesmo pros padrões dos anos 70, os efeitos especiais da 1ª temporada eram bem simples. E a coisa piorou depois!
Acontece que, no final da temporada, o seriado perdeu alguns patrocinadores. Ou seja, do início da 2ª temporada pra frente, os efeitos, que já não eram lá essas coisas, viraram trash de vez.rs E isso resultou numa queda na audiência.
Apesar disso, o seriado se mantinha porque os roteiros eram criativos e relativamente animados (apesar da família ter ficado presa naquele lugar, a situação deles nunca é retratada como dramática: o clima é sempre de aventura e às vezes de humor).
Como o público-alvo eram crianças e adolescentes, também não tem cenas de violência, a não ser quando algum dinossauro aparece comendo outro ou quando os humanos machucam algum dinossauro que tá tentando comer eles na hora.
Mesmo assim, o ator Spencer Milligan, devido a desentendimentos com a produção e ao mesmo tempo vendo que o barco ia afundar, não quis renovar o contrato pra 3ª temporada. Conclusão: pra não deixar os garotos sem um adulto por perto, tiveram que dar um sumiço no personagem dele e inventar um irmão dele que veio em busca da família.
Até aí, nada demais. Mas acabaram mudando muito a história nessa temporada: a família deixou a caverna e foi morar num templo abandonado dos sleestaks, os monstros que apareciam no início praticamente sumiram, entraram monstros novos que não fazem nada na história, a cada capítulo os heróis passam a esbarrar com personagens que não têm nada a ver com o que aparecia no início (1 pirata fantasma, 1 górgona e até 2 yetis!)...
Enfim, o seriado ficou descaracterizado. E aí é que a audiência foi pulverizada e O Elo Perdido foi cancelado de um dia pro outro antes da temporada chegar ao final. Não chegaram nem a gravar um último capítulo!
Apesar disso, O Elo Perdido tem uma grande legião de fãs. E teve até 1 seriado (1991) e 1 filme (2009) inspirados nele.
Bom, se você não se incomoda com efeitos especiais trash, vale a pena ver.
Clique aqui pra ver mais informações sobre O Elo Perdido:


Até a próxima!

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

HE-MAN & SHE-RA: ESPECIAL DE NATAL

título original: He-Man, She-Ra – A Christmas Special
título brasileiro: He-Man & She-Ra: Especial de Natal
ano de lançamento: 1985
país: Estados Unidos
produção: Filmation Associates Studios

Filhos gêmeos do Rei Randor e da Rainha Marlena, o Príncipe Adam vive no Planeta Etérnia junto com os pais, enquanto a Princesa Adora vive no Planeta Etéria lutando contra a tirania da Horda.
Pra enfrentar os perigos que encontram pelo caminho, o príncipe e a princesa usam suas espadas mágicas pra se transformar nos heróis He-Man e She-Ra.
Mas agora vai ser o aniversário deles. E assim, a Adora levou os amigos dela de Etéria pra Etérnia, pra ajudar a decorar o palácio dos pais, onde vai ser a festa.
Enquanto isso, o Gorpo, um dos amigos mais próximos do Adam e da Adora, entra pra brincar numa nave experimental e sem querer acaba vindo parar na Terra. E aqui, ele salva 2 crianças chamadas Miguel e Alisha de uma avalanche, acabando por fazer amizade com elas.
Quando os amigos do Gorpo encontram uma forma de teletransportar ele de volta pra Etérnia, eles também levam as crianças sem querer. E agora a máquina de teletransporte vai precisar de alguns dias pra recarregar e mandar os 2 de volta pra Terra.
Enquanto isso, o Soberano da Horda começa a sentir uma energia do bem sendo divulgada em Etérnia. E começa a se sentir ameaçado por ela. Assim, ele chama pra resolver o problema os 2 maiores líderes perversos que ele conhece: o Esqueleto e o Hordak. O Soberano da Horda quer que eles capturem as criaturas responsáveis pela divulgação dessa energia do bem e levem elas até ele pra serem executadas.
Ambos partem pra cumprir a ordem. Mas ao encontrar tais criaturas, ou seja, o Miguel e a Alisha, o Esqueleto vai começar a ser dominado pela essência do Natal...

Inspirado nos seriados He-Man e os Defensores do Universo (1983) e She-Ra (1985), He-Man & She-Ra: Especial de Natal é um desenho animado de média-metragem lançado como especial de Natal de 1985. Mas, na verdade, ele não faz parte dos 2 seriados. É uma versão aleatória da história que tem personagens em comum com os seriados. Afinal, as situações que aparecem aqui não voltam a ser mencionadas lá, tem personagens que aparecem aqui e não aparecem lá (e vice-versa), tem personagens que são inimigos aqui e são amigos lá, tem personagens que são apresentados ao público aqui e depois são apresentados ao público lá como se nunca tivessem aparecido antes...
Bom, de qualquer forma, quem é fã dos 2 seriados vai gostar desse desenho.
E quem é fã de desenhos especiais de Natal em geral também. Afinal, qual é a mensagem que toda produção desse tipo passa? Que o Natal é a época de lembrar de princípios como amor, perdão e proteção dedicada a quem não pode se proteger sozinho. E é exatamente isso que a gente vê aqui.rs
Bom, clique aqui pra ver mais informações sobre He-Man & She-Ra: Especial de Natal:


E clique aí do lado em ‘seriados’ que você acha um post sobre He-Man e She-Ra.
Até a próxima!

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

NATAL CÓSMICO

título original: A Cosmic Christmas
título brasileiro: Natal Cósmico
ano de lançamento: 1977
país: Canadá
produção: Nelvana Ltd.

Na Véspera de Natal de 1977, numa cidade do interior do Canadá, o povo tá bem desmotivado e desinteressado em qualquer coisa.
Um menino chamado Peter tá passeando pela cidade com a gansa de estimação dele quando vê uma nave pousando ali perto. E quando ele se aproxima pra ver o que é, encontra 3 extraterrestres e um robozinho voador. E eles relevam que vieram à Terra estudar uma estrela que, há 2000 anos atrás, pôde ser vista daqui.
O Peter leva eles pra dar demonstrações das coisas que são comemoradas no Natal, como amor e paz.
Mas, observando o comportamento dos habitantes da cidade, eles só veem exemplos de falta de amor, falta de paz e falta de dedicação às pessoas.
Finalmente, o Peter decide levar os aliens pra casa dele, concluindo que é o único lugar onde ele pode demonstrar o que pretendia sobre o Natal. E de fato é o que acontece. Mas o clima de tranquilidade acaba quando um delinquente infantil da cidade rouba a gansa do Peter, pretendendo comer ela no Natal!
Todos vão atrás do garoto pra tentar salvar a gansa. Mas acabam se envolvendo num acidente. Só que é exatamente a partir daí, com a ajuda dos 3 extraterrestres, que eles vão descobrir que a função do Natal é fazer as pessoas se lembrarem de amor, perdão e acolhimento de qualquer pessoa (inclusive dos inimigos).

Natal Cósmico é um especial de Natal lançado pela Nelvana em 1977. E como todo especial de Natal, ele tenta lembrar ao público que, pelo menos agora (no Natal), chegou o momento de baixar as armas e tentar enxergar o que há de bom em todos, mesmo em quem parece que não tem nada de bom.rs
Claro que o desenho também é uma nova versão da história dos 3 Reis Magos, que seguem uma estrela enigmática que apareceu há cerca de 2000. E acabam descobrindo algo de bom por terem seguido a estrela.
Eu só vi esse desenho passar na televisão 1 única vez, no final dos anos 80, num especial natalino do extinto Xou da Xuxa (1986). E recentemente acabei reencontrando ele na Internet.
Bom, clique aqui pra ver mais informações sobre Natal Cósmico:


Até a próxima!

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

OS VINGADORES DO ESPAÇO

título original: Maguma Taishi
título brasileiro: Os Vingadores do Espaço
ano de lançamento: 1966
país: Japão
elenco principal: Masumi Okada, Tetsuya Uosumi, Toru Ohira
direção: Hidehito Ueda
roteiro: Osamu Tezuka

Depois de conquistar vários planetas, um vilão espacial chamado Goa decide se apossar da Terra. E assim, comunica os planos dele a um repórter chamado Atsushi, exigindo que ele propague a informação.
Durante a aparição do alien, o filho do Atsushi, chamado Mamoru, tira uma foto do invasor.
Horas depois, um jato de ouro se aproxima da casa da família e se transforma num robô gigante chamado Maguma. E diz ao Mamoru que precisa da foto que ele tirou do Goa pra poder analisar ela. E ainda convida o menino pra ir com ele até onde ele mora.
O Mamoru vai. E descobre que o Maguma é uma criação do velho mago Asu, que também criou uma robô de prata chamada Moru. E eles vieram de outro planeta pra defender a Terra da invasão do Goa.
O Maguma e a Moru se afeiçoam ao Mamoru. E pedem ao Asu pra criar um robô infantil que se assemelhe ao menino, pra que eles possam tratar como um filho. E assim, o velho cria o pequeno robô Gamu.
Feito isso, o Asu e seus 3 robôs vão passar a ajudar o Mamoru e o pai dele a enfrentar o vilão Goa.

Ultraman tava previsto pra ser o 1º seriado colorido da TV Japonesa. E assim, a P-Production correu e criou Os Vingadores do Espaço, pra que esse estreasse antes de Ultraman e ficasse com a glória de ser o 1º seriado colorido do Japão.
E conseguiu (por pouco): Os Vingadores do Espaço estreou 6 dias antes de Ultraman!rs
Os Vingadores do Espaço tem cenas de ação e aventura. Mas a história tem um desenrolar mais lento do que a de outros seriados do mesmo tipo: enquanto na maioria dos outros cada capítulo tem um tema diferente que começa e acaba no mesmo capítulo com um monstro que geralmente aparece e morre no mesmo capítulo, aqui o roteiro insiste no mesmo tema geralmente por 4 capítulos seguidos e mostra o mesmo monstro atacando durante esse período.
Pros padrões dos anos 60, até que os monstros não eram mal feitos. Mas nada que se compare a uma produção de hoje, evidentemente.
Aliás, muitos efeitos especiais eram desenhos animados simplesmente desenhados por cima do filme. Mas dava pro gasto.
Quanto à história em si, não há nenhuma grande evolução: do início ao fim não entra nenhum personagem novo, não sai nenhum personagem antigo, não aparece nenhum vilão que não seja o próprio Goa ou outro personagem associado a ele... E algumas coisas também são deixadas sem explicação quando o seriado acaba.
Mas acho que o que causaria mais polêmica nesse seriado nos dias de hoje é que o Atsushi e um amigo dele chamado Kita eram 2 fumantes compulsivos. Em pelo menos metade das cenas em que os 2 apareciam eles tavam fumando um cigarro atrás do outro. Imaginem se hoje isso seria aceito num programa dirigido a menores de 18 anos!
Quanto aos personagens, os heróis são bem armados e dispostos à luta. Mas o vilão, apesar de persistente nos planos dele, não é lá essas coisas. Aliás, ele sempre foge quando tem que enfrentar o Maguma pessoalmente.
Ele é um humanoide gordo, de pele cinza e cabelo back power. Enquanto o Asu parece uma versão mais antiga do Ejin do Fantástico Jaspion (1985).rs
No mais, Os Vingadores do Espaço é igual a qualquer outro seriado japonês com monstros gigantes.
Se você gosta de Ultraman e Spectreman (1971), também vai gostar desse aqui.
Clique aqui pra ver mais informações sobre Os Vingadores do Espaço:


E clique aí do lado em ‘produções japonesas’ que você acha posts sobre Jaspion, Spectreman e Ultraman.
Até a próxima!

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

CHOJU SENTAI LIVEMAN

título original: Choju Sentai Liveman
título brasileiro: inexistente (inédito no Brasil)
ano de lançamento: 1988
país: Japão
elenco principal: Daisuke Shima, Kazuhiko Nishimura, Masa-Aki Yamaguchi, Megumi Mori, Shinobu Komoto
direção: Minoru Yamada, Shouhei Toujou e Takao Nagaishi
roteiro: Hirohisa Soda e Toshiki Inoue

Nos anos 80, a ONU instalou um centro de estudos científicos pra jovens do Mundo inteiro que apresentassem Q.I. acima da média na Ilha Academy.
Em 1986, 3 estudantes abandonam o centro, alegando que a instituição visa apenas a evolução da Humanidade. E eles desprezam a Humanidade! E logo depois, os 3 se preparam pra embarcar numa nave que pousa no campus da ilha.
Curiosos, 2 estudantes que desenvolveram trajes especiais tão resistentes quanto armaduras se aproximam dali, seguidos por 3 colegas chamados Yusuke, Jo e Megumi.
Quando os 3 dissidentes percebem que tão sendo observados, um deles atira nos 2 colegas que se aproximaram, matando os 2 diante dos olhos perplexos do Yusuke, do Jo e da Megumi. E depois eles decolam com a nave e somem no Céu.
Passados 2 anos desse bizarro acontecimento, uma esquadrilha de naves espaciais chega de repente e bombardeia toda a Ilha Academy, destruindo quase tudo. E de dentro de uma delas saem ninguém menos que os 3 dissidentes, que agora dizem que se chamam Kemp, Obura e Mazenda.
Eles agora fazem parte de uma organização chamada Volt, dirigida por um grande cientista chamado Biasu. E dizem que vieram tomar a Terra pra ele.
Mas o Yusuke, o Jo e a Megumi também têm uma surpresa: retomando as experiências deixadas pelos 2 colegas assassinados, eles criaram trajes ainda mais resistentes do que os deles. E acionando esses trajes, os 3 declaram que agora formam um grupo chamado Choju Sentai Liveman.
A partir de agora, começa a guerra entre Liveman e Volt!

Se você é fã de sentais e desconhece Choju Sentai Liveman, posso dizer que ele não chega a mostrar grandes novidades pros padrões dos anos 80. Mas se saiu melhor do que alguns outros seriados do mesmo tipo.
O tema principal questiona do 1º ao último capítulo até que ponto uma pessoa que era boa pode ficar má, até que ponto ela tá só fingindo que ficou má... Simplificando: a história trabalha o tempo todo com a possibilidade de uma pessoa que praticou atos perversos poder voltar atrás e se redimir ou então preferir seguir até o fim nas escolhas perversas que fez.
Sobre o Kemp, o Obura e a Mazenda, não vou dizer qual tem qual destino.rs Mas posso dizer que eles têm 3 fins diferentes: um se arrepende das perversidades que cometeu ainda no início e consegue se redimir, outro só percebe que errou quando tá morrendo já é tarde demais e outro segue até o fim e morre cumprindo seus objetivos perversos. Isso sem falar em outros vilões fixos que aparecem depois e também são submetidos ao tema em questão.
E na reta final do seriado, 2 novos guerreiros se juntam aos Liveman, formando um esquadrão de 5.
Em relação aos efeitos especiais, principalmente nos primeiros capítulos, o seriado não deixa a desejar. Até o monstro do capítulo, quando morre, tem uma cena de explosão mais bem feita do que nos sentais anteriores.
Liveman foi feito logo depois de Defensores da Luz Maskman (1987). E quase passou no Brasil. Mas, como houve uma certa queda de audiência dos seriados japoneses na época em que Maskman foi transmitido aqui, nenhuma emissora se animou muito a exibir outro sentai, achando que a fórmula já tava esgotada por aqui.
E pra quem é fã de seriados japoneses de aventura, quero lembrar que vai encontrar aqui vários rostos conhecidos...
O ator Joji Nakata, que já tinha interpretado o Kaura em Comando Estelar Flashman (1986), reaparece aqui como o vilão principal Biasu.
O ator Yutaka Hirose, que já tinha feito várias pontas em Esquadrão Relâmpago Changeman e O Fantástico Jaspion (ambos de 1985) e também já tinha interpretado o Wandar em Flashman, reaparece aqui como o Kemp. E ele também interpretaria o vilão Jin em Gosei Sentai Dairenja (1993).
O ator Yoshinori Okamoto, que já tinha interpretado o Buba em Changeman, o Galdan em Flashman e o Oyobu em Maskman, reaparece aqui como o Ashura. E ele também interpretaria o pai do Geki em Kyoryu Sentai Jurenja (1992) e um dos 4 reis de Goma em Dairenja.
E a atriz Akiko Kuruso (essa é menos conhecida no Brasil, porque os seriados em que ela aparece nunca foram lançados comercialmente aqui) aparece aqui interpretando a Mazenda. Mas ela reapareceria em Dairenja interpretando a Gara.
Bom, clique aqui pra ver mais informações sobre Liveman:


E dê uma clicada aí do lado em ‘produções japonesas’ que você acha posts sobre Changeman, Dairenja, Flashman, Jaspion, Jurenja e Maskman.
Até a próxima!

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

TUBARÕES ASSASSINOS

título original: Raging Sharks
título brasileiro: Tubarões Assassinos
ano de lançamento: 2005
países: Bulgária / Estados Unidos
elenco principal: Corin Nemec, Todd Jensen, Vanessa Angel
direção: Danny Lerner
roteiro: Les Weldon

No ano 2000, quando 2 naves extraterrestres vão ancorar uma na outra no espaço, acontece um acidente, provocando a explosão de ambas as naves.
Com o impacto, um pedaço de uma delas é jogado pra milhões de quilômetros dali, entra na órbita da Terra e acaba caindo no Triângulo das Bermudas.
O conteúdo do aparelho extraterrestre, uma grande quantidade de cristais alaranjados, afunda perto de um laboratório submarino que fica ali...
Embora nada fora do comum aconteça ali nos 5 anos seguintes, em 2005, os funcionários do laboratório percebem que os tubarões que vivem na região sofreram algum tipo de mutação estranha: eles formaram um cardume com mais de 100 tubarões de mais de 15 raças diferentes, ficaram mais agressivos, passaram a nadar a alta velocidade, passaram a rugir como leões e (o mais espantoso de tudo) adquiriram uma certa capacidade de raciocínio!
E ficaram assim depois que comeram misteriosos cristais alaranjados que encontraram no fundo do Mar...

É impossível ler a sinopse acima e não se lembrar de Viagem Rumo ao Infinito (1966) e Abismo do Terror (1989), né? O tema é bem parecido com os desses 2 filmes.
Aliás, o personagem Harvey aqui morre basicamente da mesma forma que o Snyder de Abismo do Terror.
Mas o final de Tubarões Assassinos consegue ser bem diferente do de ambos os outros filmes.
Produzido nos Estados Unidos e filmado todo na Bulgária, ele não mostra basicamente nenhuma violência explícita nas cenas dos ataques de tubarões. Só aparece a pessoa nadando e uma boca de tubarão (visivelmente de plástico) mordendo ela. Aí a câmera treme, a água fica vermelha e cheia de bolhas e a cena acaba.
As partes em que os tubarões aparecem inteiros são visivelmente footage aproveitado de outra produção (provavelmente algum documentário).
Também não é um filme com muito ritmo. Às vezes fica uns 15 ou 20 minutos mostrando só a mesma coisa.
E por fim, tem algumas bizarrices.
Por exemplo, na última meia hora do filme, um personagem revela que é membro de um serviço secreto e tá ali pra se apossar dos cristais alaranjados... Isso não chega a ser lá uma grande surpresa, porque o cara já tinha um ar suspeito desde o início do filme. Mas o problema aí é que, quando ele se revela, ele invade a sala onde tá o resto do pessoal disparando uma metralhadora a esmo e vestido como se fosse algum vilão de seriado infantil (você tem a impressão de que os Power Rangers vão entrar ali a qualquer momento pra lutar contra ele). E todo mundo tenta enfrentar ele, mas o sujeito deve ter algum parentesco com o Jason Voorhees: não importa quantos golpes mortais ele leve (incluindo tiros e facadas), no máximo ele sai mancando e continua atacando.
O filme só inovou por introduzir extraterrestres num filme de terror de tubarões (de fato, não me lembro de nenhum outro que tenha feito isso).
Enfim, definitivamente Tubarões Assassinos não é um filme pra você ver esperando grandes coisas. Mas também não é um lixo total. Veja só pra se distrair mesmo.
Bom, clique aqui pra ver mais informações sobre o filme:


E clique aí do lado em ‘ficção científica’ que você acha posts sobre Abismo do Terror, Viagem Rumo ao Infinito e (já que eu mencionei o Jason) Sexta-Feira 13 (1980).
Até a próxima!

segunda-feira, 24 de julho de 2017

BATMAN: DEAD END

título original: Batman: Dead End
título brasileiro: inexistente (inédito no Brasil)
ano de lançamento: 2003
país: Estados Unidos
elenco principal: Andrew Koenig, Clark Bartram, Kurt Carley
direção e roteiro: Sandy Collora

Uma emissora de rádio anuncia que o Curinga fugiu do hospício onde era mantido preso. Ele matou 2 guardas com uma violência bizarra e fez um médico sumir.
Ouvindo isso, o Batman veste a roupa de combate dele e sai à procura do vilão, conseguindo encontrar o Curinga de noite e cercando ele num beco sem saída.
Eles lutam. Mas logo são interrompidos por uma criatura monstruosa, que agarra o Curinga.
Nesse instante, o Batman percebe que o beco onde eles se encontraram foi escolhido como campo de batalha pra 2 grupos de extraterrestres inimigos: os predadores e os aliens. E agora ele ficou literalmente no meio dos 2 grupos!

Batman: Dead End nunca foi lançado comercialmente no Brasil. Mas é um curta-metragem dirigido e escrito pelo Sandy Collora que mistura elementos clássicos das versões anteriores do Batman com elementos apresentados pelos filmes Alien (1979) e O Predador (1987). Mas se trata de uma versão independente, sem a intenção de dar continuidade oficialmente a nenhuma das versões anteriores de nenhum desses personagens.
O filme foi todo gravado na California ao longo de 4 dias. E dentro do que se propõe a mostrar, se saiu muito bem.
O diretor chegou a escrever o roteiro de uma continuação, gravou as primeiras cenas... mas não saiu disso.
Como curiosidade infeliz, podemos lembrar que o ator Andrew Koenig, que interpretou o Curinga, se suicidou por motivos desconhecidos em 2010.
Bom, clique aqui pra ver mais informações sobre Batman: Dead End:


E dê uma clicada aí do lado em ‘extraterrestres’ que você acha posts sobre Alien e O Predador.
Até a próxima!

segunda-feira, 26 de junho de 2017

GOSEI SENTAI DAIRENJA

título original: Gosei Sentai Dairenja
título brasileiro: inexistente (inédito no Brasil)
ano de lançamento: 1993
país: Japão
elenco principal: Ei Hamura, Hisashi Sakai, Keichi Wada, Keisuke Tsuchiya, Natsuki Takahashi, Tatsuya Nomi
direção: Shohei Tojo
roteiro: Noboru Sugimura

Em 6000 a.C., existia uma próspera e pacífica cidade no interior da China. Mas, uma seita chamada Goma, que controlava um poder mágico chamado Yu, atacou a cidade e só parou quando o povo se curvou diante deles.
Um grupo de 5 guerreiros se ergueram contra Goma, formando um grupo chamado Gosei Sentai Dairenja. E controlando a energia Qi (o principal poder benéfico do Taoismo), de fato eles conseguiram fazer frente a Goma.
Ninguém nunca soube ao certo como essa guerra acabou, mas tanto Dairenja quanto Goma deixam de ser mencionados a partir de um determinado ponto da História...
No final do século XX, Goma reapareceu no Japão tão repentinamente quanto tinha desaparecido na China. E agora com a intenção de escravizar toda a Humanidade.
Pra impedir isso, o misterioso Mestre Kaku consegue localizar 5 descendentes dos antigos membros de Dairenja. E vendo que todos eles herdaram o controle do Qi dos seus antepassados, ele forma um novo esquadrão Dairenja em 1993.
A guerra que começa a partir daí não é apenas entre Dairenja e Goma, mas também entre as energias Qi e Yu.

Gosei Sentai Dairenja se diferencia dos outros sentais por alguns detalhes do seu desenrolar...
O principal é a menor quantidade de monstros ocasionais: vários monstros aparecem em mais de 1 capítulo (na maioria dos sentais, os monstros quase sempre aparecem e morrem no mesmo capítulo e não voltam a aparecer depois).
Também podemos destacar a saída de alguns personagens fixos e a entrada de outros a qualquer momento do seriado (na maioria dos sentais, isso acontece mais de 15 em 15 capítulos, ou numa média próxima disso).
Aqui também não se dá tanta importância a 1 vilão específico. Cada vilão tenta pegar os heróis sozinho por várias vezes e os outros vilões fixos nem aparecem. Mas claro que eles também atacam juntos em várias ocasiões.
A história como um todo é mais séria. Mas também tem várias piadas bobas espalhadas pelo seriado todo.
Também vale lembrar que o ator Ryosuke Umizu (ou Ryosuke Kaizu, como é mais conhecido), que interpretou o Red Mask em Defensores da Luz Maskman (1987), faz uma participação aqui, como o monstro do capítulo 33.
Bom, talvez o que chame mais atenção em Dairenja é que várias cenas dele foram utilizadas como footage na 2ª temporada de Power Rangers (1994). Principalmente as cenas de luta entre os robôs e os monstros gigantes.
Enfim, foi quase a mesma coisa que já tinham feito com Kyoryu Sentai Jurenja (1992) no ano anterior. Só que menos.
É que os diretores e produtores de Power Rangers acharam a maioria dos vilões de Dairenja muito sem graça pra inspirarem novos vilões de Power Rangers. E em relação aos heróis, só aproveitaram algumas cenas do guerreiro branco do grupo, que passou a ser a armadura branca do personagem Tommy (isso explica por que muito menos cenas foram aproveitadas de Dairenja do que de Jurenja).
Apesar disso, a imagem do Mestre Ogro, vilão principal da 10ª temporada de Power Rangers (2002) foi inspirada na imagem do Imperador Goma XVI, o último vilão a lutar contra os heróis no último capítulo de Dairenja.
Pra encerrar, vou lembrar que os atores Tatsuya Nomi e Koji Naka, que interpretaram respectivamente os personagens Daigo e Kaku, faleceram recentemente (o Koji em 2015 e o Tatsuya em 2017).
Bom, clique aqui pra ver mais informações sobre Dairenja:


E clique aí do lado em ‘sentais’ que você acha posts sobre Jurenja e Maskman.
Até a próxima!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

A FEITICEIRA FACEIRA

título original: Winsome Witch
título brasileiro: A Feiticeira Faceira
ano de lançamento: 1965
país: Estados Unidos
produção: Hanna-Barbera Productions

A Vassourinha é uma bruxa que mora numa casa no meio de uma floresta, acompanhada pela vassoura mágica Piaçava.
De vez em quando, ela vai procurar trabalho numa agência de empregos, administrada por um ex lobisomem. E aí ela consegue trabalhos eventuais como babá e professora.
Às vezes, ela também enfrenta bandidos, animais perigosos da floresta ou extraterrestres. Ou então ela ajuda personagens de histórias clássicas a resolverem seus problemas.

A Feiticeira Faceira é mais um dos desenhos feitos pra integrar o programa The Atom Ant/Secret Squirrel Show, ao lado do Esquilo Sem Grilo, da Formiga Atômica, da Lula Lelé, do Zé Buscapé e do Xodó da Vovó. Mas, comparado com os outros 5, esse aqui é o que pretende ser engraçado de uma forma mais despretensiosa. Talvez pelo fato da personagem principal ser antes de tudo cômica e de ela mesma rir sempre das situações em que se mete.
Eu não me espantaria se alguém dissesse que a Madame Riso, de She-Ra (1985), foi inspirada na Vassourinha, já que ambas são o mesmíssimo tipo de personagem: uma bruxa sempre amigável e bem-humorada, que mora numa floresta acompanhada por uma vassoura mágica com personalidade própria, eventualmente atrapalhada com seus feitiços e que acaba criando pequenas confusões que ela consegue resolver de alguma forma.
Quanto aos personagens de histórias clássicas que ela encontra, são a Branca de Neve, a Chapeuzinho Vermelho, a Cinderela, o Mágico de Oz, o Pequeno Polegar e os Três Porquinhos. Mas, é claro, adaptados ao estilo de comédia dos anos 60.
E além do Esquilo Sem Grilo, da Formiga Atômica, da Lula Lelé e do Zé Buscapé, outros seriados da Hanna-Barbera que eu já indiquei aqui foram Os Flintstones (1960); Os Jetsons (1962); Frankenstein Jr.; Os Impossíveis (ambos de 1966); O Poderoso Mightor (1967); Scooby-Doo, Cadê Você? (1969); Os Mussarelas (1972); Goober e os Caçadores de Fantasmas (1973); A Família Dó Ré Mi (1974); Treme-Treme (1977); Os Smurfs (1981); e Galtar e a Lança de Ouro (1985).
Clique aqui pra ver mais informações sobre A Feiticeira Faceira:


E clique aí do lado em ‘seriados’ que você acha posts sobre O Esquilo Sem Grilo, A Família Dó Ré Mi, Os Flintstones, A Formiga Atômica, Frankenstein Jr., Galtar, Goober, Os Impossíveis, Os Jetsons, A Lula Lelé, Os Mussarelas, O Poderoso Mightor, Scooby-Doo, She-Ra, Os Smurfs, Treme-Treme e Zé Buscapé.
Até a próxima!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

ZÉ BUSCAPÉ

título original: The Hillbilly Bears
título brasileiro: Zé Buscapé
ano de lançamento: 1965
país: Estados Unidos
produção: Hanna-Barbera Productions

Uma família de ursos humanizados moram numa cabana no alto de uma montanha.
A família é composta pelo pai Zé Buscapé, a mãe Bia, a filha Florzinha e o filho Chapeuzinho.
O Zé não gosta muito de forasteiros e passa o tempo resmungando palavras que ninguém entende ou dormindo na varanda da casa ou encostado em alguma árvore nas proximidades.
A Bia, eternamente insatisfeita com ele, vive reclamando de alguma coisa que ele fez ou deixou de fazer. Mas também tá o tempo todo pedindo que ele faça alguma coisa pra ela.

Assim como A Lula Lelé, Zé Buscapé é um dos desenhos lançados em 1965 no programa infantil The Atom Ant/Secret Squirrel Show que se prendem mais à comédia infantil mais básica, sem muita ficção científica envolvida.
Na verdade, o máximo de ficção científica que aparece é quando o Zé é abduzido por extraterrestres em um dos capítulos.
Nas demais aventuras, ele se envolve geralmente com perigos relacionados à montanha onde eles moram, como animais que aparecem lá pra atrapalhar ou então vizinhos com quem eles não se dão.
Clique aqui pra ver mais informações sobre Zé Buscapé:


E além da Lula Lelé, outros seriados da Hanna-Barbera que eu já indiquei aqui foram Os Flintstones (1960); Os Jetsons (1962); O Esquilo Sem Grilo; A Formiga Atômica (ambos de 1965); Frankenstein Jr.; Os Impossíveis (ambos de 1966); O Poderoso Mightor (1967); Scooby-Doo, Cadê Você? (1969); Os Mussarelas (1972); Goober e os Caçadores de Fantasmas (1973); A Família Dó Ré Mi (1974); Treme-Treme (1977); Os Smurfs (1981); e Galtar e a Lança de Ouro (1985).
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Até a próxima!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

A LULA LELÉ

título original: Squiddly Diddly
título brasileiro: A Lula Lelé
ano de lançamento: 1965
país: Estados Unidos
produção: Hanna-Barbera Productions

A Formiga Atômica e O Esquilo Sem Grilo eram 2 seriados animados previstos pra estrear em par em 1965.
Foi feito. Mas, antes da estreia dos 2 desenhos, foi levado em conta que cada capítulo da Formiga Atômica e do Esquilo Sem Grilo só tinham em média 6 minutos. Ou seja, o programa do início ao fim só teria, contando com o intervalo comercial no meio, pouco mais de 12 minutos por dia.
Pra ‘engrossar’ o programa, a Hanna-Barbera acrescentou mais 4 desenhos ao par inicial: A Lula Lelé, A Feiticeira Faceira, O Xodó da Vovó e Zé Buscapé.
Feito isso, todos esses 6 desenhos estrearam juntos no programa infantil The Atom Ant/Secret Squirrel Show.
Mas, enquanto A Formiga Atômica e O Esquilo Sem Grilo mostram personagens que, apesar de cômicos e infantis, se comportam como super-heróis, os outros 4 desenhos ficam mais na comédia infantil mais básica mesmo. Aparentemente, houve alguma necessidade da Hanna-Barbera de chamar mais a atenção de crianças mais pequenininhas, já que o carro chefe do programa eram 2 desenhos mais voltados pra pré-adolescentes.
No caso da Lula Lelé, vemos uma lula humanizada (na verdade, ele se parece muito mais com um polvo) que mora num parque aquático chamado Borbulhândia, administrado por um oficial da Marinha dos Estados Unidos chamado Winchley.
Como a Lula Lelé é muito explorada pelo comandante, que quer que ela limpe o parque, cuide da bilheteria e faça uma série de outros serviços, a cada capítulo ela vai embora ou planeja ir embora do parque, mas acaba voltando no final do capítulo. Quase sempre, porque acaba encontrando mais confusão do lado de fora da Borbulhândia do que lá dentro.
Mas, como eu disse, os problemas que ela encontra são mais comuns, se comparados aos da Formiga Atômica e do Esquilo Secreto. O mais estranho que vemos acontecer com a lula é ser abduzida por extraterrestres em um dos capítulos.
Bom, clique aqui pra ver mais informações sobre A Lula Lelé:


E além da Formiga Atômica e do Esquilo Sem Grilo, outros seriados da Hanna-Barbera que eu já indiquei aqui foram Os Flintstones (1960); Os Jetsons (1962); Frankenstein Jr.; Os Impossíveis (ambos de 1966); O Poderoso Mightor (1967); Scooby-Doo, Cadê Você (1969); Os Mussarelas (1972); Goober e os Caçadores de Fantasmas (1973); A Família Dó Ré Mi (1974); Treme-Treme (1977); Os Smurfs (1981); e Galtar e a Lança de Ouro (1985).
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Até a próxima!

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

A CASA DA ÁRVORE DOS HORRORES / A CASA DOS HORRORES

título original: Treehouse of Horror
títulos brasileiros: A Casa da Árvore dos Horrores / A Casa dos Horrores
ano de lançamento: 1990
país: Estados Unidos
produção: Fox Broadcasting Company

Resultante de alguns desenhos animados de curta-metragem produzidos em 1987, o seriado Os Simpsons estreou em 1989.
E em Outubro do ano seguinte, o seriado teve um especial de Halloween intitulado A Casa da Árvore dos Horrores (recebeu esse nome porque mostra o Bart, a Lisa e a Meg na casa da árvore deles contando histórias de terror).
A ideia foi bem recebida pelo público, resultando no lançamento de novos especiais do mesmo tipo em todos os anos seguintes.
Entretanto, embora a intenção inicial fosse apenas criar capítulos especiais pros Simpsons, a quantidade de capítulos desse tipo que foram se aglomerando acabaram resultando num seriado independente, sem nenhuma conexão com a cronologia do seriado dos Simpsons, mas usando personagens dos Simpsons, que aqui são tratados de forma 100% independente do outro seriado. Por exemplo: frequentemente tem personagens que morrem aqui e continuam vivos nos Simpsons.
No Brasil, alguns capítulos do seriado foram lançados na televisão com o título de A Casa da Árvore dos Horrores e outros com o título de A Casa dos Horrores.
O seriado basicamente satiriza produções de terror e de ficção científica das mais variadas épocas e temáticas, lançando em cada capítulo 3 histórias, cada uma com em média 6 minutos de duração. Mas sempre com um humor cáustico e um ar de deboche.
A Casa da Árvore dos Horrores já teve 27 capítulos e continua em desenvolvimento até hoje. Mas mantendo a tradição de só ter 1 capítulo novo lançado a cada ano.
Clique aqui pra ver mais informações sobre o seriado:


Até a próxima!

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

KRULL

títulos original e brasileiro: Krull
ano de lançamento: 1983
países: Espanha / Estados Unidos / Inglaterra / Itália
elenco principal: David Battley, Freddie Jones, Ken Marshall
direção: Peter Yates
roteiro: Stanford Sherman

Os habitantes do Planeta Krull conhecem algumas profecias e aguardam que elas se cumpram.
Uma delas afirma que, um dia, Krull será atacado pelo Monstro, um terrível ser com vastos poderes mágicos que já dominou vários planetas e chegará a Krull trazendo o mesmo caos e a mesma destruição deixada nos outros mundos por onde ele passou...
Outra profecia afirma que, um dia, uma jovem de uma antiga estirpe se tornará uma rainha. Depois disso, ela escolherá um rei. Juntos eles governarão o planeta. E o filho deles governará a galáxia...

Apesar de ter sido produzido nos Estados Unidos, Krull não teve nem uma única cena gravada em solo estadunidense. A Espanha, a Inglaterra e a Itália foram os palcos de todas as filmagens.
É um filme que trabalha basicamente com clichês de aventura vistos até o início dos anos 80. Vemos aqui um herói que vai salvar uma heroína que se encontra a mercê de um monstro, um velho sábio que dá conselhos aos heróis, um mago atrapalhado responsável pelas cenas cômicas da história, uma arma mágica que só pode ser usada pelo homem certo (leia-se: pelo ‘mocinho’ do filme, é claro rs) e um planeta cheio de lugares perigosos por onde os heróis vão passando.
Mas, apesar disso, sabem que funcionou?
É verdade que, na época em que foi lançado, Krull foi um filme meio deixado de lado. Mas, com o passar das décadas, passou a ser considerado cult.
Pra quem gosta de filmes em que as cenas mostram TUDO, TUDO, TUDO, talvez desagrade. Porque tem várias coisas que são apenas mencionadas pelos personagens, mas nunca mostradas.
Por exemplo, são mencionadas várias comunidades de camponeses destruídas pelos exércitos do Monstro. Mas, com exceção de um palácio visto no início do filme, o resto do Planeta Krull parece ser formado só por desertos, florestas, geleiras, montanhas e outros lugares desabitados. As tais comunidades nunca dão as caras.
O sábio Ynyr, respeitadíssimo pelos demais e visto por todos como um grande personagem da História de Krull, simplesmente nunca tem o seu passado revelado: nenhuma cena mostra (e nem mesmo nenhum personagem conta) o que ele fez de tão importante no passado.
Apesar disso, eu não tiro o mérito do filme. Ele consegue contar uma história com início, meio e fim e você nem chega a sentir falta dessas coisas que não aparecem.
Como curiosidade, podemos mencionar aqui a presença do jovem Liam Neeson, ainda nos seus primeiros anos de carreira cinematográfica, interpretando um personagem secundário.
Bom, clique aqui pra ver mais informações sobre Krull:


Até a próxima!

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

TOMA LÁ, DÁ CÁ

título original: Toma Lá, Dá Cá
ano de lançamento: 2007
país: Brasil
elenco principal: Diogo Vilela, Marisa Orth, Miguel Falabella
direção: Cininha de Paula e Mauro Mendonça Filho
roteiro: Maria Carmem Barbosa e Miguel Falabella

Do casamento do Mário Jorge com a Rita, nasceram um filho chamado Tatalo e uma filha chamada Isadora. E do casamento do Arnaldo com a Celinha, que mora junto com a mãe dela chamada Copélia, nasceu um filho chamado Adônis.
Mas todos se divorciaram e o Mário Jorge se casou com a Celinha, enquanto o Arnaldo se casou com a Rita. E todos acabaram indo morar no mesmo andar do mesmo prédio, do condomínio Jambalaya Ocean Drive.
Além da empregada Bozena, que trabalha pra todos eles, as confusões dessa movimentada família também envolvem a vizinha Deise, a síndica Álvara e o marido dela chamado Ladir.

Produzido e gravado basicamente nos mesmos padrões que Sai de Baixo (1996), Toma Lá, Dá Cá tem mais personagens fixos e menos improvisos que seu antecessor.
Acabou também tendo mais popularidade, pois, enquanto Sai de Baixo teve vários altos e baixos na audiência, Toma Lá, Dá Cá não passou por isso pelo fato de ter ficado no ar por menos tempo (só 2 anos e meio).
Aliás, embora o motivo do fim do programa nunca tenha ficado muito claro, alguns supõem que a ideia foi exatamente tirar o seriado do ar antes que ele se desgastasse.
Há também quem diga que o Miguel Falabella não tinha mais tempo hábil pra cuidar do Toma Lá, Dá Cá, visto que ele tava com vários outros projetos na mesma época. E como ele não quis passar a função pra outro roteirista, preferiu acabar de vez com o seriado.
Seja como for, o programa é bem lembrado até hoje pelos fãs.
A última cena, que agradou muito a alguns e desagradou muito a outros devido ao nonsense, mostra os personagens pegando um disco voador e indo morar com amigos extraterrestres.rs
Bom, clique aqui pra ver mais informações sobre Toma Lá, Dá Cá:


E clique aí do lado em ‘seriados’ que você acha um post sobre Sai de Baixo.
Até a próxima!

segunda-feira, 25 de julho de 2016

MERCENÁRIOS DAS GALÁXIAS

título original: Battle Beyond the Stars
título brasileiro: Mercenários das Galáxias
ano de lançamento: 1980
país: Estados Unidos
elenco principal: Darlanne Fluegel, John Saxon, Richard Thomas
direção: Jimmy T. Murakami e Roger Corman
roteiro: Anne Dyer e John Sayles

O Planeta Akir já foi a pátria de grandes guerreiros espaciais. Mas agora que os habitantes se converteram aos ensinamentos de um livro sagrado chamado Varda, procuram levar uma vida mais bucólica.
Um dia, uma nave gigantesca se aproxima do planeta, matando gratuitamente vários habitantes a tiros. E o comandante, chamado Sador, se mostra como um holograma e explica que decidiu tomar posse do planeta e que vai voltar em 7 dias pra desembarcar ali.
Ele vai embora logo depois, deixando os habitantes em pânico. Mas o velho Zed, o único dos antigos guerreiros ainda vivo, diz que eles sozinhos não podem fazer nada pra se defender. Entretanto, se usarem contra os invasores seres tão violentos quanto os próprios invasores, ou seja, mercenários, eles podem ter uma chance.
Ouvindo a conversa, o jovem Shad se oferece como voluntário pra pegar a antiga nave-robô do Zed e sair pelo Espaço recrutando mercenários.
Ele vai de fato. Mas tem que resolver isso dentro dos próximos 7 dias. De outro modo, será o fim de Akir!

Quem já viu um faroeste de 1960 chamado Sete Homens e Um Destino certamente percebeu algumas semelhanças entre ele e Mercenários das Galáxias. E não foi por acaso: um foi, até um certo ponto, inspirado no outro.
É evidente que Mercenários das Galáxias não chega a ser um remake de Sete Homens e Um Destino. Mas funciona mais ou menos como uma versão dele se passando no Espaço.
Bom, temos aqui uma produção que cumpre as expectativas de um filme de aventura e ficção científica dos anos 80. Pros jovens de hoje talvez ele pareça meio bobinho, mas dá pro gasto.
Não esperem ver criaturas extremamente bizarras entre os aliens: a maioria tem aparência humana; e os que não têm também não chegam a ter uma estrutura tão distante assim da humana.
O mais diferente é um monstro gigante que aparece flutuando no Espaço. Mas, além de aparecer muito rápido, ele só tem a aparência de um grande borrão colorido, meio transparente e sem forma definida (tô falando sério!).
A continuidade do filme também tem algumas esquisitices, como o personagem Quopeg (um dos mercenários), que simplesmente some de uma cena pra outra e ninguém explica que fim ele levou.
Quanto aos vilões, apesar do Sador ser o único cérebro pensante entre eles, ele é pouco mais que um ditador com mania de grandeza.
Quase sempre acompanhado por um cientista, ele se refere aos súditos dele, que formam a máfia Malmori, como “mutantes”, o que dá a entender que foram criados pelo tal cientista pra servir a ele. Mas a obra deixou a desejar, já que os bichos são tão feios quanto inúteis (tem uma cena logo no início em que 2 desses mutantes perseguem a nave do Shad, dão uns 500 tiros nele e conseguem errar todos!rsrs).
Vale lembrar que o Sador foi interpretado pelo ator John Saxon, famoso entre os fãs de terror por interpretar o policial Donald na Hora do Pesadelo (1984) e nas suas continuações.
Bom, eu encerro dizendo que Mercenários das Galáxias é um filme de aventura legalzinho. Mas não espere encontrar aqui uma superprodução nem nada do tipo.
Clique aqui pra ver mais informações sobre o filme:


E já que eu mencionei A Hora do Pesadelo, dê uma clicada aí do lado em ‘séries cinematográficas’ que você acha um post sobre ele.
Até a próxima!

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

BICUDO, O LOBISOMEM

título original: Fangface
título brasileiro: Bicudo, o Lobisomem
ano de lançamento: 1978
país: Estados Unidos
produção: Ruby-Spears Productions

A cada 400 anos, nasce um menino com uma característica sobrenatural: quando vê a Lua ou uma imagem da Lua, ele se transforma num lobisomem.
Depois disso, se ele chegar a ver o Sol ou uma imagem do Sol, ocorre o fenômeno oposto: ele se transforma de volta em humano.
E no final do século XX, quem nasceu com essa característica foi um menino chamado Bicudo, que, na adolescência, saiu viajando pelo Mundo junto com 3 amigos que fez, chamados Bill, Kim e Gordinho.

Bom, esse é o básico sobre as aventuras do personagem-título de Bicudo, o Lobisomem.
Quanto aos vilões que eles encontram pelo caminho, são os mais variados: assombrações, criaturas de espécies isoladas de partes remotas do Mundo, dinossauros trazidos de volta à vida, extraterrestres, mutantes ou simplesmente bandidos humanos que chefiam organizações criminosas.
Claro que tudo se passa num tom de comédia e mais voltado pro público infantil, né?
As cenas cômicas são protagonizadas principalmente pela relação de amor e ódio entre o Bicudo e o Gordinho.rs
É interessante lembrar que os roteiristas de Bicudo, chamados Joe Ruby e Ken Spears, são os mesmos de Scooby-Doo, Cadê Você? (1969).
Bom, nos anos que se seguiram a esse último, não faltaram novos desenhos mostrando um grupo de jovens passeando aleatoriamente, acompanhados por um mascote esquisito e encontrando mistérios pra desvendar, né? Afinal, o sucesso de Scooby-Doo mostrou que essa fórmula funcionava.
A diferença básica entre Bicudo e outros desenhos que seguem esse estilo é que aqui um dos heróis é um ser sobrenatural (na maioria dos outros, os garotos quase sempre esbarram com um ser sobrenatural ou com um bandido humano disfarçado de ser sobrenatural).
Em 1979, foi lançado um novo seriado quase com os mesmos personagens que a gente vê aqui e continuando a história desse, chamado Bicudo e Bicudinho.
Bom, clique aqui pra ver mais informações sobre Bicudo:


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Até a próxima!

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

JIBAN

título original: Kido Keiji Jiban
título brasileiro: Jiban
ano de lançamento: 1989
país: Japão
elenco principal: Jiko Enokida, Leo Meneghetti, Shohei Kusaka
direção: Keita Amemiya
roteiro: Shozo Uehara

Em 1989, repentinamente, o Japão começa a ser atacado por misteriosos monstros. E um igualmente misterioso policial robô aparece do nada, destrói as terríveis criaturas e vai embora sem deixar vestígios.
Isso é tudo o que o povo de Tókyo sabe.
Enquanto isso, os tais monstros, que são mutantes membros de uma organização criminosa chamada Baiolon, vão se fortalecendo cada vez mais, liderados por seu misterioso criador: um cientista chamado Jean-Marie.
Ao mesmo tempo, ninguém desconfia que o jovem policial Naoto, aparentemente tão bobão, é na verdade o Policial de Aço Jiban (sim: ele é a tal figura que todo mundo pensa que é um robô rs).
Auxiliado por uma menina de uns 10 anos, chamada Aiume, o Jiban obtém uma vitória atrás da outra em suas primeiras investidas contra Baiolon.
Mas a coisa vai ficar séria quando o Dr. Jean-Marie perceber que a Aiume sabe de alguma coisa sobre o herói e começar a visar a menina...

O gênero metal hero, lançado em 1982 com o seriado Space Cop, foi um dos mais bem sucedidos tipos de seriados de aventura voltados pra crianças e adolescentes que o Japão conheceu nos anos 80. E se propagou até o final dos anos 90, aí já passando por uma certa decadência.
A questão é que os sucessores oitenteiros de Space Cop seguiram basicamente a mesma linha lançada por ele, só com pequenas diferenças de um pro outro. E é claro que tiveram altos e baixos na audiência ao longo da década. Mas até hoje, quando se fala em “metal hero”, o que vem à mente da maioria das pessoas são exatamente esses, ou seja, Sharivan, o Guardião do Espaço (1983); Shaider, o Detetive do Espaço; Machineman (ambos de 1984); O Fantástico Jaspion (1985); Spielvan (1986); Metalder, o Homem-Máquina (1987); Jiraiya, o Incrível Ninja (1988); e, finalmente, Jiban.
Os que foram feitos depois disso, como Winspector (1990) e Solbrain (1991), começaram a seguir outros estilos e, na prática, acabaram virando outro tipo de seriado de aventura e se descaracterizando, o que provocou a decadência que eu disse.
Mas enfim: Jiban foi o que fechou a definição de metal hero nas condições em que esses seriados tinham sido lançados.
Dá pra ver que a história começa mais infantil (até pela presença da menina e do acesso direto do Naoto à família dela) e vai ficando mais dramática conforme vai avançando (com o Naoto passando a viver sozinho, procurando incessantemente pela amiga desaparecida, descobrindo segredos estarrecedores sobre o passado dele, tendo que lutar contra inimigos cada vez mais poderosos que vão aparecendo e sendo obrigado a se fortalecer cada vez mais).
Jiban também desperta uma certa curiosidade por trazer as 2 vilãs femininas mais fortes da História dos Metal Heroes: a Mado Garbo e a Rainha Cosmos.
A 1ª é a obra-prima do Jean-Marie, que criou essa mutante de aparência brutal e poderes quase ilimitados com a intenção única de destruir o Jiban. E a 2ª é uma extraterrestre que aparece lá pelo meio do seriado como um 3º poder da história, atacando tanto o Jiban quanto o Baiolon, já que ela quer se livrar desses 2 ‘obstáculos’ pra conquistar a Terra sozinha.
Jiban é ainda outro seriado que chama a atenção pro fato da Humanidade poluir não só os ares e os rios como também o próprio espaço, visto que os 2 vilões mais poderosos da história são mutantes que nasceram exatamente desses tipos de poluição.
E pra encerrar, vale lembrar que Jiban parece ter sido vagamente inspirado no filme estadunidense Robocop (1987), que tava na crista da onda da moda na época em que o seriado foi projetado.
Bom, clique aqui pra ver mais informações sobre Jiban:


E clique aí do lado em ‘metal heroes’ que você acha informações sobre Jaspion, Jiraiya, Machineman, Metalder, Shaider, Sharivan, Space Cop e Spielvan.
Até a próxima!