sábado, 31 de dezembro de 2016

T. J. STORM

O indianiano T. J. Storm sempre se dedicou mais às produções de ação e aventura.
Mas as produções de terror não chegam a ser tão raras no curriculum dele.
Em 1999, o T. J. apareceu no filme Ameaça Urbana.
Em 2005, ele teve em BloodRayne.
Em 2010, o T. J. foi o diretor de coreografia do filme de terror Detention.
Em 2012, ele foi um dos dubladores da versão em Inglês do desenho japonês de terror Beruseruku: Ougon Jidai-Hen II: - Dorudorei Koryaku.
Em 2014, o T. J. teve em Godzilla, que alguns sites classificaram como “terror light”. E vocês adivinham quem ele interpretou no filme? O próprio monstro! É: nas cenas em que o Godzilla aparecia, era ele que tava ali dentro da fantasia.
E tem um filme de terror protagonizado pelo T. J. que já tá pronto, mas ainda não foi lançado. Se chama Taken Over.
Também é interessante lembrar que ele fez a voz de 4 videogames de terror: Dead Rising (2006), Devil May Cry 4 (2008), Biohazard 5 (2009) e Dead Space 3 (2013).
Clique aqui pra ver mais informações sobre o T. J.:


Até 2017! Feliz ano novo!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

PASSENGER

título original: Passenger
título brasileiro: inexistente (inédito no Brasil)
ano de lançamento: 2015
país: Estados Unidos
elenco: Kat Tenorio e Patrick Duffy
direção e roteiro: Jazz Walker

De madrugada, um homem dirige sozinho por uma rua deserta de uma cidade.
Com muito sono, ele decide estacionar e tirar um cochilo. Mas, pouco depois, ele acorda com alguém sacudindo o carro.
O homem salta depressa... mas não vê ninguém! A rua continua tão deserta quanto antes!
Ele volta pro carro e se prepara pra ir embora, mas o carro não pega. E, olhando pro retrovisor, vê uma mulher fantasmagórica passando atrás do carro!
E logo depois, a estranha criatura aparece ao lado da porta do carona, abre e se prepara pra entrar...

Passenger é um curta-metragem amador de 3 minutos. E embora apele pro sobrenatural, o filme parece refletir o medo urbano que as pessoas têm em relação a andar pelas cidades durante a noite: a mensagem bastante clara que ele passa é “NÃO DEIXE DE FICAR EM ALERTA QUANDO ANDAR PELA CIDADE DURANTE A NOITE, MESMO QUE PAREÇA QUE NÃO TEM PERIGO NENHUM POR PERTO!!!”.
A única diferença é que, na vida real, não apareceria ali um ser sobrenatural, mas sim um pivete, um cracudo ou alguma outra coisa parecida com isso. Ou um bando deles.
E pior que é assim mesmo: você olha pra rua, não vê nada nem ninguém e, de um segundo pro outro, você vê aquele bando de uns 10 maltrapilhos andando tropegamente (mas ferozmente) na sua direção, com cacos de vidro nas mãos e cheirando aqueles potes de plástico cheios de cola. E eles aparecem tão de repente que parece que brotam do chão!
Esses são os monstros do terror da vida real, né?
Bom, clique aqui pra ver mais informações sobre Passenger:


Até a próxima!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

RICHARD CHAMBERLAIN

Protagonista de vários clássicos dos anos 70 e 80, o californiano Richard Chamberlain é um ator principalmente de dramas. Mas ao longo da sua longa carreira, ele também já participou de algumas produções de terror.
Em 1960, ele foi visto em 1 capítulo do seriado de terror Thriller.
Em 1978, o Richard apareceu no filme O Enxame.
Em 1982, ele protagonizou o filme Morte por Telefone.
E agora o Richard tá gravando um curta-metragem de terror chamado The Black Ghiandola, ainda sem data prevista pra estrear.
Bom, clique aqui pra ver mais informações sobre o ator:


Até a próxima!

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

A BUNDA

título original: A Bunda
ano de lançamento: 2012
país: Brasil
elenco principal: Clarissa Mayoral, Diogo Savalla Picchi (creditado aqui como Diogo Picchi), Roberto Arduin
direção e roteiro: Clarissa Mayoral

Já sei que, pelo nome do filme e por ser uma produção brasileira, deve ter gente pensando que A Bunda é alguma pornochanchada, né? Engano de quem pensou.
É uma comédia, evidentemente. Mas não tem nem sequer cenas de sexo nem de nu frontal.
A Bunda é um curta-metragem protagonizado pelo Diogo Savalla Picchi que conta a história de um rapaz que vai passear de bicicleta num parque. E não presta muita atenção no assento da bicicleta, já tá meio velho e rasgado.
Conclusão: ele pega uma alergia bizarra na bunda. E tenta fazer com que um farmacêutico e uma médica resolvam o problema, já que agora ele nem consegue mais sentar.rs
Esse curta-metragem de 15 minutos, gravado em 4 dias em 2012, é uma produção independente da Clarissa Mayoral.
Bom, A Bunda é o que qualquer comédia de 15 minutos pretende ser: engraçadinho.rs Você vê, se distrai, ri de algumas cenas e pronto. Sem efeitos especiais de última geração nem um roteiro complicadíssimo.
Levando isso em conta, com certeza vale a pena ver.
Clique aqui pra ver mais informações sobre A Bunda:


Até a próxima!

sábado, 17 de dezembro de 2016

NIKOLAI NIKOLAEFF

O australiano Nikolai Nikolaeff é mais conhecido no Brasil por ter interpretado o ranger branco da 16ª temporada de Power Rangers (2008). E a maioria das produções com que ele se envolveu até hoje foram realmente de ficção científica.
Quanto às produções de terror em que ele já teve até hoje, foram bem poucas.
Em 2003, o Nikolai apareceu em Subterano.
E em 2012, ele foi visto em Crawlspace.
Bom, clique no link abaixo pra ver mais informações sobre o Nikolai:









Até a próxima!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

HOSPEDEIROS - A AMEAÇA INTERIOR

título original: They Nest
título brasileiro: Hospedeiros - A Ameaça Interior
ano de lançamento: 2000
países: Canadá / Estados Unidos
elenco principal: Dean Stockwell, Kristen Dalton, Thomas Calabro
direção: Ellory Elkayem
roteiro: Daniel Zelman e John Claflin

Num navio africano, no Noroeste do Oceano Atlântico, um dos tripulantes, de aparência doente, é perseguido pelos colegas. E depois de ser capturado, ele é lançado ao Mar...
Enquanto isso, em Boston, um médico chamado Ben, estressado pelo excesso de trabalho, por um divórcio recente e por um problema de alcoolismo que começou a desenvolver, passa mal durante uma cirurgia e não consegue terminar o procedimento.
Preocupada com a segurança dos pacientes e do próprio médico, a diretora do hospital licencia ele por alguns meses a manda ele passar esse tempo num lugar mais calmo.
O Ben aceita a sugestão e vai passar os meses de licença numa ilha do Noroeste do Atlântico. Só que ele não vai encontrar exatamente paz por ali, já que os habitantes da ilha detestam forasteiros.
Mas um problema maior começou a acontecer: o cadáver daquele africano chegou boiando a uma praia da ilha, soltando estranhos insetos pela boca! E essa praga começou a se espalhar por ali, atacando os animais e depois os humanos que encontra pela frente...

Coprodução Canadá / Estados Unidos, Hospedeiros - A Ameaça Interior é um telefilme de terror que, honestamente, não assusta ninguém. A não ser, é claro, quem tem um medo compulsivo ou um nojo compulsivo de insetos.
Mesmo assim, só tem umas 3 ou 4 cenas explicitamente nojentas protagonizadas pelos bichinhos asquerosos. No resto, posso resumir dizendo que é um filme sobre uma espécie desconhecida de insetos carnívoros, se passando numa comunidade isolada em que os moradores (como 99% dos caipiras que aparecem em filmes de terror) maltratam gente de fora que vem às “terras deles”.
Quanto aos monstrinhos, se parecem com baratas sem asas quando são mais jovens. Mas criam asas quando evoluem pra fase adulta. E em ambas as formas, eles se parecem com baratas de raças comuns, com as quais sempre foram confundidos e, por isso, nunca foram estudados a fundo pelos biólogos, ou seja, ninguém sabe ao certo como deter essa praga.
Eles se reproduzem usando basicamente o mesmo método que os monstros de Alien: o Oitavo Passageiro (1979). E por isso, qualquer ser vivo que encontrem pela frente é um hospedeiro virtual.
Bom, não vou dizer que Hospedeiros é um plágio de Praga Infernal (1975), porque as histórias são até relativamente diferentes. Mas é impossível não notar as semelhanças: ambos os filmes têm insetos subterrâneos parecidos com baratas sem asas (que em ambas as produções foram interpretadas por baratas de madagascar), essas criaturas provocam destruição e evoluem pra uma forma com asas quando o filme vai se aproximando do final.
Pra terminar, posso dizer que Hospedeiros teria se saído melhor se tivesse uns 15 minutos a menos e se o diretor não tivesse se preocupado tanto em mostrar que quase todos os habitantes da ilha são caipiras maus. E aliás, todos os personagens desse núcleo se dão mal no final por obra dos insetos (acho que o diretor quis tanto atacar esses personagens que fez questão de não deixar nenhum deles inteiro rs).
Só os personagens do bem escapam. Mas a última cena deixa uma porta aberta pra uma continuação, que nunca rolou.
Bom, clique aqui pra ver mais informações sobre Hospedeiros:


E clique aí do lado em ‘extraterrestres’ que você acha um post sobre Alien.
Até a próxima!

sábado, 10 de dezembro de 2016

ARI BOYLAND

O neozelandês Ari Boyland é mais conhecido no Brasil por ter interpretado o ranger azul da 17ª temporada de Power Rangers (2009).
Mas ele também já se envolveu com produções de terror (bem poucas até hoje).
Em 2014, o Ari apareceu em Blood Punch.
E agora em 2016, ele apareceu em Joker’s Wild.
Bom, clique no link abaixo pra ver mais informações sobre o Ari:











Até a próxima!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

CRIAÇÃO MONSTRUOSA

título original: The Kindred
título brasileiro: Criação Monstruosa
ano de lançamento: 1987
país: Estados Unidos
elenco principal: Amanda Pays, David Allen Brooks, Talia Balsam
direção: Jeffrey Obrow e Stephen Carpenter
roteiro: Earl Ghaffari, Jeffrey Obrow, John Penney, Joseph Stefano e Stephen Carpenter

Depois de 3 anos em coma em consequência de um enfarte, uma velha bióloga acorda. E logo depois, ela entra em pânico ao se lembrar de algo que aconteceu pouco antes de enfartar. Entre uma frase solta e outra, ela faz um pedido ao filho dela, o também biólogo John: que ele vá à isolada casa dela numa praia distante e destrua todos os vestígios da última experiência que ela fez. Mas um irmão dele, chamado Anthony, é o problema principal que ele vai encontrar lá...
O John, que sempre pensou que era filho único, fica sem entender a situação, mas atribui a histeria da mãe à mente confusa dela ao voltar do coma. E mesmo assim, decide fazer o que ela quer, indo à casa dela com um grupo de amigos e com uma misteriosa mulher chamada Melissa, que praticamente se convida pra fazer parte do grupo assim que tem o 1º contato com o John.
Além do comportamento invasivo, ela também mostra características físicas muito estranhas: ela nunca dorme e tem o corpo gelado e com cheiro de peixe...
Na casa, eles encontram uma antiga fita de gravador, na qual a mãe do John revela que criou um mutante híbrido. E juntando outras pistas que vão aparecendo, ele entende o que houve: há alguns anos a mãe dele pegou uma amostra do sangue dele pra fazer experiências, misturou isso com hemocianina (uma substância encontrada no corpo dos polvos) e teve como resultado um feroz polvo humanoide, que agora vive se escondendo no porão da casa. E como ela era devota de Santo Antônio e criou o monstro com o DNA do filho, ela chamou a criatura de Anthony e via ela como um irmão do John.
Mas os problemas deles não param por aí: um cientista louco chamado Phillip quer capturar o monstro pra usar em benefício próprio, a Melissa revela que não é tão humana quanto parece e eles descobrem que há outras coisas monstruosas além do Anthony se escondendo no porão da casa... Talvez mais perigosas do que ele!

Criação Monstruosa não é um filme ruim. Mas o resultado final se mostra simplesmente medíocre.
O Anthony, que a gente imagina desde o início que seja uma criatura sanguinária e assustadora, não chega a ser lá essas coisas. Ele até ataca vários personagens, mas só mata de fato 2. E em ambos os casos, em cenas muito bobinhas.
Quanto à aparência dele... Pra dizer a verdade, são poucas as cenas em que ele aparece com clareza. Mas é uma aparência mais convincente que a do monstro de Octaman (1971), que também era um polvo humanoide.
E os personagens do grupo de heróis são meio vazios. Não há muita definição de personalidade entre eles. O John é o cabeça do grupo, o Brad é ao mesmo tempo o tarado do grupo e o babaca que pensa que é engraçado e os outros tão lá mais pra encher linguiça mesmo.
Criação Monstruosa também tem situações que ficam sem explicação ou são simplesmente abandonadas ao longo do desenrolar do filme.
Por exemplo, logo nas primeiras cenas, vemos que o Phillip mantém um bando de mutantes humanoides presos numa sala subterrânea. Mas eles só aparecem numa cena rápida e depois não voltam a ser nem sequer mencionados.
De qualquer forma, o filme consegue contar uma história com início, meio e fim.
Os efeitos especiais, pros padrões de uma produção simples dos anos 80, são bons. Principalmente os que a gente vê na luta final entre o Anthony e os humanos. Mas nada que se compare ao que a gente vê em produções posteriores, é claro.
Simplificando: Criação Monstruosa tem vários prós e contras. Vale mais a pena ser visto por quem nunca viu um filme de terror e quer começar por uma coisa relativamente mais leve.
Bom, clique aqui pra ver mais informações sobre o filme:


E dê uma clicada aí do lado em ‘produções mexicanas’ que você acha um post sobre Octaman.
Até a próxima!

sábado, 3 de dezembro de 2016

STUART CHARNO

O nova-iorquino Stuart Charno é um ator mais de dramas e comédias. Mas é bem lembrado pelos fãs dos filmes do Jason Voorhees.
Tudo começou em 1981, quando ele apareceu em Sexta-Feira 13 – 2ª parte (1981), interpretando o zelador de uma colônia de férias chamado Ted.
O personagem chama a atenção por algumas particularidades.
Quando esse filme se passa, em 1984, o Jason ainda é apenas uma lenda nas redondezas de Crystal Lake, embora muitos acreditem que ele ficou vivendo escondido na floresta da região desde 1957, quando desapareceu. E pela lógica, todos têm medo do tipo de fera que um menino louco e deformado pode ter se tornado vivendo sem nenhum contato com a civilização por 27 anos.
Numa noite em que os colegas do Ted tão sentados ao redor de uma fogueira naquela floresta falando exatamente sobre esse assunto, de repente uma figura monstruosa surge no meio deles gritando!
Todos fogem correndo. Mas, segundos depois, vemos que a ‘criatura’ era só o Ted com uma máscara de monstro fazendo uma brincadeira.
Bom, uma cena com a mesmíssima situação e o mesmíssimo desenvolvimento foi mostranda em outro slasher oitenteiro: A Vingança de Cropsy (1981).
Cheiro de plágio no ar? Com certeza.
O diretor de um desses filmes tinha um espião entre a equipe do outro filme? Possivelmente.
Mas a dúvida que fica é quem plagiou quem, já que os 2 filmes foram gravados ao mesmo tempo.
E a existência de plágio entre 2 slashers não é nenhum absurdo, já que esses filmes têm como uma da suas principais características trabalhar com clichês e imitam escancaradamente uns aos outros.
Outra curiosidade sobre o Ted é que ele não tem o destino final comum aos personagens do mesmo tipo dessa série. Afinal, ser zelador de uma colônia de férias de um filme do Jason significa em 99% das vezes ser assassinado. E não é o caso aqui.
Poucas horas antes do Jason começar seu massacre, os zeladores se dividem em 2 grupos: um grupo fica na colônia e o outro vai passar a noite num bar da cidade vizinha.
O Ted vai com o 2º grupo. E mesmo quando os outros zeladores decidem voltar pra colônia de madrugada, ele é o único que decide ficar no bar. Ou seja, ele nem passa perto de ser morto ou mesmo atacado pelo Jason.
Aliás, já que o personagem ficou vivo, achei muita falta de criatividade não reaproveitarem ele em filmes seguintes da série, né? Uma reaparição dele daria mais consistência à história.
De qualquer forma o Stuart apareceu em documentários sobre a série lançados alguns anos depois. Se trata de His Name Was Jason: 30 Years of Friday the 13th (2009) e Crystal Lake Memories: The Complete History of Friday the 13th (2013).
Outras produções de terror em que ele se envolveu foram Christine, O Carro Assassino (1983); Procura-se Rapaz Virgem (1985); Sonâmbulos (1992); Horrorween (2011); e 1 capítulo de Pesadelo Em Elm Street – a Série (1988).
Clique aqui pra ver mais informações sobre o Stuart:


E clique aí do lado em ‘slashers’ que você acha posts sobre A Vingança de Cropsy e Sexta-Feira 13 (1980), que deu origem aos filmes do Jason.
Até a próxima!

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

ATTACK OF THE BEAST CREATURES

título original: Attack of the Beast Creatures
título brasileiro: inexistente (inédito no Brasil)
ano de lançamento: 1985
país: Estados Unidos
elenco principal: Julia Rust, Robert Lengyel, Robert Nolfi
direção: Michael Stanley
roteiro: Robert A. Hutton

Em Maio de 1920, um transatlântico naufraga no Norte do Atlântico.
Os únicos sobreviventes, 5 homens e 3 mulheres, se aglomeram como podem num pequeno barquinho salva vidas. E sem ter o que fazer, ficam à deriva, esperando que a sorte salve os 8.
De fato, a correnteza leva o barquinho a uma misteriosa ilha florestal. E eles se metem entre as árvores em busca de ajuda, procurando saber se a ilha é habitada... Mas não percebem pequenos vultos correndo entre as plantas.
À noite, esses pequenos vultos vão se fazer notar melhor como pequenos pares de olhos brilhantes na escuridão. E depois, como pequenas boquinhas cheias de dentes afiados e loucas pra saborear carne humana...

Eu diria que há 90% de chance de que você que tá lendo esse texto nunca tenha ouvido falar em Attack of the Beast Creatures. E aliás, o único site em Português que eu vi mencionando essa pérola foi o Filmes Segregados.
Não sabem por que esse filme é tão desconhecido? Simples: porque o elenco e a equipe técnica são quase completamente desconhecidos.
Pelo menos de acordo com o IMDB, nenhum dos atores e atrizes vistos aqui fez outro trabalho além desse filme. A mesma coisa em relação ao roteirista. E o diretor tem menos de meia dúzia de trabalhos registrados no currículo.
E o filme em si é uma comédia involuntária. Vai fazer companhia a Calígula (1979), Gigantes Guerreiros Goggle Five (1982), O Rato-Humano (1988), O Inominável 2 (1992), Incesto (2000), Pecados & Tentações (2008), Axe Giant: The Wrath of Paul Bunyan e Poseidon Rex (ambos de 2013).rsrs
Se a produção e o roteiro tivessem sido um pouquinho melhores, Attack of the Beast Creatures até que teria dado um caldo. Mas dá pra ver de longe que é um filme amador, gravado de forma quase artesanal. Pra vocês terem uma ideia, nem tem cenas de estúdio! Foi tudo gravado numa praia e numa floresta (provavelmente, terrenos baldios perto da casa de alguém da equipe, né?).
Os bonecos que representam os monstros são uma das coisas mais mal feitas que eu já vi em filmes. E nas cenas de ‘ataque’ deles contra os humanos, dá pra ver claramente que tinha alguém fora de cena jogando os bonecos contra os atores.
Essas criaturas não são animais irracionais, já que elas vestem roupas rústicas e praticam uma espécie de religião (elas até construíram a estátua de um deus e ficam rezando na frente dele). Mas o filme não desenvolve em momento nenhum a historia delas e nunca se preocupa em explicar o que elas são.
Talvez a contradição principal que fique é a ausência de animais na ilha. Afinal, já que os monstrinhos têm uma necessidade tão insaciável de comer carne, o que eles comem quando não tem humanos na ilha? Partem pra dieta vegetariana?rs
Por falar nas vítimas deles, sempre que um dos personagens morre e depois alguém encontra o cadáver dele, botam um esqueleto de plástico pra representar o cadáver. E dá pra ver que é sempre o mesmo esqueleto. Um daqueles de brinquedo, que as crianças montam pra aprender como é o corpo humano.
Enfim, a gente vê de longe que não houve grana pra produção.
Vale a pena ver? Sim. Se você gostar de produções feitas no quintal e não fizer questão de ver nada muito elaborado. Mas se você é fã só superproduções, esqueça que Attack of the Beast Creatures existe.rs
Clique aqui pra ver mais informações sobre o filme:


E clique aí do lado em ‘comédias’ que você acha posts sobre Axe Giant, Calígula, Goggle Five, Incesto, O Inominável 2, O Rato-Humano, Pecados & Tentações e Poseidon Rex.
Até a próxima!

sábado, 26 de novembro de 2016

STEVE BOND

O israelense Steve Bond é um ator mais de televisão do que de cinema. E apareceu mais em dramas e romances.
Claro que trabalhos cinematográficos também constam no currículo dele. E uma boa parte deles foram produções de terror.
Em 1976, o Steve apareceu em Massacre at Central High.
Em 1984, ele foi o protagonista masculino do Depredador.
Vale lembrar que o personagem do Steve, chamado Joel, foi um dos ‘mocinhos de slasher’ menos atuantes de todos.
Ele vai com um grupo de amigos até a parte menos acessível de uma floresta isolada pra escalar um rochedo chamado Suicide Peak. Mas não toma nenhuma atitude muito significativa em momento nenhum.
A morte do personagem só chama a atenção do público porque se passa na parte mais agitada do filme (os últimos 15 minutos):
No alto do Suicide Peak, o Joel começa a descer o rochedo pendurado por uma corda, enquanto um amigo dele fica lá no alto segurando a corda, que de repente começa a sacudir de uma forma estranha... E o Joel olha pra cima irritado, pensando que é alguma brincadeirinha sem graça do amigo. Mas se espanta profundamente quando vê um homem horrivelmente deformado cortando a corda! E ele começa a descer o mais rápido que pode, mas acaba caindo pelo rochedo a baixo quando a corda se parte.
Bom, no ano seguinte, o Steve foi visto na Poção Mágica.
Em 1988, ele teve em Drácula: Pacto de Sangue.
E em 1991, o Steve apareceu em Son of Darkness: To Die for II.
Clique aqui pra ver mais informações sobre o ator:


E dê uma clicada aí do lado em ‘slashers’ que você acha um post sobre O Depredador.
Até a próxima!

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

OCCUPIED

título original: Occupied
título brasileiro: inexistente (inédito no Brasil)
ano de lançamento: 2015
país: Estados Unidos
elenco: Lee Silva e Taylor Kerby
direção e roteiro: Mitchell Kerby e Taylor Kerby

Um homem vai passar a madrugada trabalhando num prédio.
Quando sai da sala dele pra ir ao banheiro, o último colega que ainda tava no prédio passa por ele no corredor, se despede e vai embora, deixando ele sozinho no prédio...
Sozinho?
Na verdade, ele não vai demorar a perceber que tem companhia. Aliás, PÉSSIMA companhia...

Esse curta-metragem de 5 minutos dos irmãos Mitchell e Taylor Kerby é uma das demonstrações de como eles conseguiram chegar longe com filmes de baixíssimo custo e elenco reduzido ao máximo possível.
Claro que a história é bastante simples, não se dá nenhuma explicação sobre quem ou o quê era o ser sobrenatural que atacou o homem no prédio deserto... Mas, levando em conta que Occupied é um curta, e curtas rarissimamente dão grandes explicações sobre seus personagens, você nem presta atenção nisso.
E não posso deixar de dar os parabéns ao ator Lee Silva: apesar de falar muito pouco, as expressões faciais dele dizem tudo ao se deparar com a ‘coisa’ que tá atacando o personagem dele no prédio.
Occupied nunca foi lançado comercialmente no Brasil. Mas não é nem um pouco difícil encontrar ele aí pelos ‘tubes’ da vida.
Bom, clique aqui pra ver mais informações sobre o filme:


Até a próxima!

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

PEDRO CARDOSO

O brasileiro Pedro Cardoso é mais conhecido sem dúvida por ter interpretado o personagem Agostinho do seriado A Grande Família (entre 2001 e 2014). E atualmente pelos desentendimentos que ele tem tido com os paparazzi e com a sua ex empregadora Rede Globo.
Envolvido em comédias na quase totalidade da carreira dele, os trabalhos que ele teve até hoje na área do terror foram exatamente em comédias de terror.
As Sete Vampiras (1986) foi a estreia do Pedro nesse gênero.
E em 1991, ele teve um pequeno personagem na novela Vamp.
Bom, clique aqui pra ver mais informações sobre o Pedro:


E clique aí do lado em ‘seriados’ que você acha um post sobre Vamp.
Até a próxima!

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

BABILÔNIA

título original: Babilônia
ano de lançamento: 2015
países: Brasil / Emirados Árabes / França
elenco principal: Adriana Esteves, Camila Pitanga, Glória Pires
direção: Dennis Carvalho e Maria de Médicis
roteiro: Gilberto Braga, João Ximenes Braga e Ricardo Linhares

A novela Babilônia (que teve cenas gravadas no Brasil, Emirados Árabes e França) ficou no ar entre Março e Agosto de 2015, totalizando apenas 5 meses no ar e sendo uma das novelas com menor audiência lançadas pela Globo.
Na fala de alguns grupos pentecostais e neopentecostais radicais, a novela foi rejeitada pelo público por conter personagens homossexuais, já que o povo brasileiro é conservador e não aceita ver nada parecido com isso sendo mostrado numa novela...
Honestamente e com toda a sinceridade, essa explicação não tem o menor sentido. Várias outras novelas tiveram personagens homossexuais e não sofreram nenhuma queda de audiência por causa disso. Basta lembrar o personagem Félix da novela Amor à Vida (2013), que começou como um vilão, foi perdoado pelo público e terminou até sendo ovacionado!
O que aconteceu em Babilônia que provocou a decadência da novela é que o roteiro era ruim mesmo.
Eu admito que não vi a novela toda. Mas dentro do que eu vi e levando em conta o que li na Internet e ouvi de comentários sobre a novela, ela se limitou praticamente a mostrar as maldades recíprocas das vilãs Beatriz e Inês (interpretadas respectivamente pelas atrizes Glória Pires e Adriana Esteves), que queriam destruir uma à outra. Parece que a história não se desenvolveu muito além disso. Simplificando: não decolou.
Então, por que o ‘ataque evangélico’ contra a novela usando a homossexualidade como justificativa?
Bom, em 1º lugar, evangélicos usando a homossexualidade como justificativa pra atacar o que quer que seja não é nenhuma novidade. Converse com qualquer pentecostal ou neopentecostal que você tem 95% de chance de ouvir frases de ódio exacerbado deles contra esse assunto. Pentecostais e neopentecostais não se limitam a não concordar com a homossexualidade: eles têm uma obsessão contra a homossexualidade.
Em 2º lugar, de fato houve uma polêmica em Babilônia envolvendo a homossexualidade.
A novela tinha personagens homossexuais? Sim. Tinha um casal de gays e um casal de lésbicas. E a polêmica toda começou exatamente por causa do casal de lésbicas, que eram mulheres já de uma certa idade (interpretadas pelas atrizes Fernanda Montenegro e Nathália Timberg) e que tinham uma cena de beijo na boca logo no início da novela.
Como eu disse, casais homossexuais já tinham aparecido em novelas anteriores (inclusive com cenas de beijo na boca) e não houve nenhum grande problema por causa disso. Mas, como aqui eram mulheres mais velhas, acho que a rejeição de certas pessoas foi principalmente por causa disso. Afinal, nós nos habituamos culturalmente com aquela ideia de que mulheres mais velhas não têm vida sexual ativa. Imagine vida sexual ativa com uma pessoa do mesmo sexo!
Pode não parecer à 1ª vista, mas liberdade sexual pra mulheres na velhice é um super tabu na sociedade brasileira!
O que incomodou de fato os evangélicos em Babilônia é que a novela mostrava 2 vilões evangélicos (interpretados pelos atores Marcos Palmeira e Arlete Sales), retratados como agressivos e preconceituosos contra quem tivesse qualquer comportamento diferente do que era seguido por eles.
Ué?! Por acaso vocês nunca viram pentecostais e neopentecostais que se enquadram exatamente nessa definição?
Só acho que a novela errou num ponto: os personagens evangélicos em questão eram ricos; os pentecostais e neopentecostais que se comportam com um radicalismo tão extremo e explícito, pelo menos na maioria das vezes, são de classes mais baixas.
Mas aí é aquele problema: os pentecostais e neopentecostais acham que podem falar o que quiserem de ofensivo e também fazer o que quiserem de ofensivo contra outras religiões e outros estilos de vida, sob a justificativa de que “NÓIS TÁ PREGANDO!!!”. Mas eles tratam esse direito autoproclamado como uma via de mão única: se alguém que não é pentecostal ou neopentecostal der um pio contra a religião deles ou contra o estilo de vida deles, eles declaram guerra a essa pessoa.
Então, a novela não mostrou nenhuma mentira sobre esse assunto. O problema é que parece que teve gente que vestiu a carapuça quando viu essas cenas, né?
Bom, já que a novela foi dirigida pelo Dennis Carvalho, vale lembrar que eu já indiquei aqui outra produção dirigida por ele: Sai de Baixo (1996).
Bom, clique aqui pra ver mais informações sobre Babilônia:


E clique aí do lado em ‘seriados’ que você acha o post sobre Sai de Baixo.
Até a próxima!

sábado, 12 de novembro de 2016

STEPHEN SPINELLA

O italiano Stephen Spinella é um ator mais de televisão, onde foi visto principalmente em dramas e comédias.
Assim, as produções de terror até hoje foram raras no currículo dele.
Em 1999, o Stephen teve em Mortos de Fome.
Em 2013, ele protagonizou a comédia de terror O Pneu Assassino e também apareceu em House of Dust.
Bom, clique no link abaixo pra ver mais informações sobre o Stephen:





Até a próxima!

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

O MONSTRO DO MAR DE BERING

títulos originais: Beast of the Bering Sea / Bering Sea Beast
título brasileiro: O Monstro do Mar de Bering
ano de lançamento: 2013
país: Estados Unidos
elenco principal: Brandon Beemer, Cassandra Scerbo (creditada aqui como Cassie Scerbo), Jonathan Lipnicki
direção: Don E. FauntLeRoy
roteiro: Brook Durham

Em 1800, um homem chegou ao litoral do Mar de Bering dizendo que tinha sido atacado por um “vampiro do mar”.
Na mesma região, no final do século XIX, um pescador apareceu morto numa praia com mordidas estranhas pelo corpo. E logo depois, um barco que navegava nas proximidades teve a tripulação desaparecida, como se alguma coisa tivesse entrado ali e dado um sumiço em todos.
Desde 2012, também na mesma região, centenas de focas têm aparecido mortas e com todo o sangue sugado.
Em 2013, um pequeno grupo de catadores de metal chamado Black Drum decidiu explorar uma parte do Mar de Bering aonde ninguém vai. E um deles, ao mergulhar, vê alguma coisa enterrada e se mexendo na areia do fundo e vai catucar a coisa com uma faca...
Esse infeliz ato de curiosidade vai mostrar a todos o que são as criaturas responsáveis por todos os eventos descritos acima!

Lançado ao mesmo tempo na televisão com o nome de Bering Sea Beast e em DVD com o nome de Beast of the Bering Sea, O Monstro do Mar de Bering, como foi lançado no Brasil, não tem como ser considerado um bom filme. Não é um lixo absoluto. Mas é aquele filme de terror que só vale a pena você ver pra se distrair e sem esperar muita coisa.
Ele até consegue contar uma historinha que começa, se desenvolve e acaba. Mas tentou seguir demais os passos de outros filmes de terror pra ficar original.
Os monstros vistos aqui são uma raça de arraias monstruosas que se alimentam de sangue. Mas elas parecem se reproduzir da mesmíssima forma que os monstros de Alien (1979): um indivíduo mais velho da espécie bota um filhote dentro do tórax de um humano, depois de algumas horas o tórax do hospedeiro explode e um mini-monstro sai lá de dentro querendo matar todo mundo que encontra pela frente.
Quando as arraias são atingidas por luz forte, elas explodem! Além de bizarro, isso é um plágio escancarado do Caçador de Troll (2010).
Também é impossível não comparar O Monstro do Mar de Bering com Poseidon Rex (2013). Mas, como os 2 foram lançados no mesmo ano, aí fica difícil dizer quem plagiou quem.
Como seja, os 2 filmes mostram um grupo de pessoas procurando um tesouro no fundo do Mar, um cara que vai mexer numa coisa que ele vê enterrada no fundo do Mar, esse cara soltando acidentalmente um monstro marinho que tava ali, uma oceanógrafa que recolhe um filhote de monstro e leva pro laboratório dela pra analisar e que acaba perdendo o controle sobre o ‘bichinho’, uma máfia de bandidinhos provincianos que não chegam a fazer nada na prática durante o filme quase todo e um grupo de pessoas que saem de barco pra encarar o perigo mano a mano e têm como resultado disso um barco afundado.
Será que não é coincidência demais pra gente NÃO FALAR em plágio?rsrs
Os monstros em si são muito cheios de contradições...
Como eu já disse, eles explodem quando são atingidos por luz forte. Mas um deles aparece se expondo tranquilamente à luz solar quando ataca 2 velhos que tavam pescando num barco e nada acontece com a criatura.
É uma espécie que vive nas profundezas e, portanto respira água, certo? Mas essas arraias passam horas na terra numa boa, além de (a maior bizarrice de todas) conseguirem voar como se fossem aves!!!
A aparência deles também não ajuda muito: eles parecem aqueles sacões de lixo de plástico preto com uma máscara de monstro em cima!rs
Quanto aos personagens humanos, eles não têm carisma. E o cenário onde a história se passa é muito sem graça (talvez até por ser tudo meio cinzento) e, em alguns casos, incompreensível: o excesso de cenas escuras deixa a gente sem entender certas coisas direito.
Simplificando: veja O Monstro do Mar de Bering se você não tiver outra coisa pra ver.
Clique aqui pra ver mais informações sobre o filme:


E clique aí do lado em ‘mini-monstros’ pra ver posts sobre Alien e Poseidon Rex e em ‘produções norueguesas’ pra ver um post sobre O Caçador de Troll.
Até a próxima!

sábado, 5 de novembro de 2016

RAFAEL CARDOSO

O brasileiro Rafael Cardoso é mais conhecido pelas novelas de que já participou e por polemizar na coprodução brasilo-argentina Do Começo ao Fim (2009), que conta de forma meio fantasiosa a história de um incesto aceito numa boa por todos os personagens da história.
Mas, no ano que vem, ele vai estrear nas produções de terror, com o filme O Rastro, do J. C. Feyer.
Esse filme já tá pronto, mas realmente tá previsto pra estrear só em 2017.
Aparentemente, vai apostar mais no terror psicológico (inclusive, foi gravado num hospital abandonado), indo mais pro lado do suspense do que do terror. Mas tá registrado em vários sites como “filme de terror”.
Bom, clique aqui pra ver mais informações sobre o Rafael:


E dê uma clicada aí do lado em ‘produções argentinas’ que você acha um post sobre Do Começo ao Fim.
Até a próxima!

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

A CASA DA ÁRVORE DOS HORRORES / A CASA DOS HORRORES

título original: Treehouse of Horror
títulos brasileiros: A Casa da Árvore dos Horrores / A Casa dos Horrores
ano de lançamento: 1990
país: Estados Unidos
produção: Fox Broadcasting Company

Resultante de alguns desenhos animados de curta-metragem produzidos em 1987, o seriado Os Simpsons estreou em 1989.
E em Outubro do ano seguinte, o seriado teve um especial de Halloween intitulado A Casa da Árvore dos Horrores (recebeu esse nome porque mostra o Bart, a Lisa e a Meg na casa da árvore deles contando histórias de terror).
A ideia foi bem recebida pelo público, resultando no lançamento de novos especiais do mesmo tipo em todos os anos seguintes.
Entretanto, embora a intenção inicial fosse apenas criar capítulos especiais pros Simpsons, a quantidade de capítulos desse tipo que foram se aglomerando acabaram resultando num seriado independente, sem nenhuma conexão com a cronologia do seriado dos Simpsons, mas usando personagens dos Simpsons, que aqui são tratados de forma 100% independente do outro seriado. Por exemplo: frequentemente tem personagens que morrem aqui e continuam vivos nos Simpsons.
No Brasil, alguns capítulos do seriado foram lançados na televisão com o título de A Casa da Árvore dos Horrores e outros com o título de A Casa dos Horrores.
O seriado basicamente satiriza produções de terror e de ficção científica das mais variadas épocas e temáticas, lançando em cada capítulo 3 histórias, cada uma com em média 6 minutos de duração. Mas sempre com um humor cáustico e um ar de deboche.
A Casa da Árvore dos Horrores já teve 27 capítulos e continua em desenvolvimento até hoje. Mas mantendo a tradição de só ter 1 capítulo novo lançado a cada ano.
Clique aqui pra ver mais informações sobre o seriado:


Até a próxima!

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

STEFANO DIONISI

O italiano Stefano Dionisi é mais conhecido por ter protagonizado o clássico Farinelli (1994). E são realmente os dramas que aparecem com mais frequência no currículo dele até hoje.
Mas as produções de terror também aparecem ali, embora numa quantidade um tanto discreta.
Em 1996, o Stefano teve no filme L’Arcano Incantatore.
Em 2001, ele foi visto no filme Insônia.
E em 2009, o Stefano apareceu no telefilme Mal’Aria.
Bom, clique no link abaixo pra ver mais informações sobre o ator:








Até a próxima!

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

A TURMA DA PESADA

título original: Beverly Hills Teens
título brasileiro: A Turma da Pesada
ano de lançamento: 1987
países: Canadá / Estados Unidos
produção: DIC Entertainment

Entre os desenhos animados voltados pra adolescentes dos anos 80, talvez o que tenha se saído melhor tenha sido A Turma da Pesada.
Curiosamente, a história não apela em quase nada pra fantasia. Não tem nada aqui de heróis com superpoderes combatendo extraterrestres, mutantes, seres sobrenaturais e outros tipos de monstros.
Nem o Pierce e a Bianca, que são os vilões do seriado, cometem atos diabólicos de extrema perversidade, querendo matar os heróis e adjacências. Eles não são pessoas confiáveis, é claro. Atrapalham, incomodam e irritam os heróis. Mas são muito mais chatos do que propriamente maus. E não é raro ver eles numa boa andando junto com os personagens do bem (às vezes, até ajudando!).
E por falar no pessoal do bem, como era de se esperar, os 2 protagonistas são o garoto mais bonzinho e a garota mais boazinha da turma, chamados Troy e Larke.
E excetuando-se a riqueza, eles passam por situações iguais às de qualquer adolescente comum dos Estados Unidos nos anos 80.
A única coisa fantasiosa que a história apresenta é a tecnologia de ultimíssima geração usada pelos personagens. Mas, como eles são adolescentes milionários de Beverly Hills, o que é que vocês esperavam que eles tivessem em casa? Fogão a lenha?rs
Aventura? Sim.
Comédia? Sim.
Sexo? Não.rs Apesar do público-alvo serem os adolescentes, tinha muita criança que via, né?
Bom, clique aqui pra ver mais informações sobre A Turma da Pesada:


Até a próxima!

sábado, 22 de outubro de 2016

A SÍNDROME DE CHUCK CUNNINGHAM

Em 1974, o seriado Happy Days estreou na TV dos Estados Unidos.
Na 2ª temporada do seriado, um dos personagens fixos, chamado Chuck Cunningham, simplesmente some de um capítulo pro outro, sem que ninguém explique o motivo do desaparecimento dele.
O fato foi considerado tão bizarro e surpreendeu tanto o público que, com base nisso, foi criada a expressão Síndrome de Chuck Cunningham, pra definir o sumiço sem explicação de personagens fixos de uma produção televisiva ou cinematográfica.
Quando isso acontece, geralmente é em seriados, séries ou novelas. Mas também pode acontecer, com menos frequência, em filmes. Principalmente quando o filme tem alguma continuação.
Bom, vamos ver uma lista dos personagens das produções que eu mencionei aqui até hoje e que passaram por essa síndrome.
Vou botar junto os links correspondentes à produção em questão e, quando possível, vou fazer um comentário sobre o sumiço dos personagens.

Algumas personagens de Spectreman (1971).
O Grupo Anti-Poluição tinha sempre 1 único membro feminino de cada vez. Mas, por motivos desconhecidos, a atriz que interpretava esse papel era trocada frequentemente. E aí tinham que dizer que era outra integrante que tinha chegado, né? Só que ninguém explicava que fim tinham levado as antigas integrantes que saiam do grupo. Será que algum monstro do Dr. Gori comia elas?rs


BILLY, JAMIE, PAUL e SNOOP da Vingança de Cropsy (1981).
Em 1976, na Colônia de Férias de Blackfoot, esses 4 garotos e mais 1 chamado Todd incendiaram acidentalmente o zelador da colônia de férias, chamado Cropsy, quando tentaram dar um susto nele.
Depois de passar 5 anos internado num hospital pra se tratar das queimaduras e mutilações que sofreu, o Cropsy vai atrás do Todd pra se vingar...
Até aí, tudo bem. Mas por que ele foi atrás SÓ do Todd? Por acaso o Billy, o Jamie, o Paul e o Snoop não tiveram a mesma culpa?
Aliás, quem teve a ideia de fazer a brincadeira que incendiou o Cropsy foi o Paul. Tecnicamente, ELE é que era o responsável principal pela tragédia, né? O Todd foi só um dos secundários aí no caso.
Mas nem o Paul nem o Billy nem o Jamie nem o Snoop voltam a aparecer depois da cena em que eles tacam fogo no Crospy. Ninguém explica que fim os 4 levaram.


CAQUINHO, EDILEUZA, LUCINETE e RIBAMAR de Sai de Baixo (1996).
Todos esses personagens sumiram porque os seus respectivos intérpretes tiveram problemas: a Claudia Jimenez (Edileuza) e o Tom Cavalcanti (Ribamar) deixaram o seriado porque se desentenderam com os diretores, o Lucas Hornos (Caquinho) saiu por problemas familiares e a Ilana Kaplan (Lucinete) saiu depois de pouquíssimos capítulos porque a personagem dela foi extremamente rejeitada pelo público.


CHRIS de Nasce um Monstro (1974).
Em 1963, o Casal Davies teve um filho sem nenhuma característica física que pudesse ser considerada anormal, chamado Chris.
Entretanto, em 1974, nasceu pra eles um filho monstruoso e anormalmente forte que, apesar de não passar de um recém-nascido, matava todas as pessoas que encontrava pelo caminho...
OK. Só que, na continuação que o filme teve em 1978, contaram que fim levaram os pais da criatura. Mas não foi feita nenhuma menção ao Chris. Terminado o 1º filme, o filho ‘normal’ do Casal Davies desaparece.

http://bussoladoterror.blogspot.com.br/2012/03/nasce-um-monstro.html

CHRIS e JESSIE de Pânico na Floresta (2003).
O casal de protagonistas do 1º filme da série não volta a aparecer nem é mencionado nas continuações que a história teve.
Ou seja, depois de todas as situações bizarras e grotescas pelas quais eles passaram naquela floresta eles nem sequer se deram ao trabalho de ir à polícia fazer um B.O.! É o que eu esperaria dos personagens, pelo menos pra não deixar os assassinatos dos amigos deles em vão, já que eles foram os únicos sobreviventes do grupo em que eles tavam, né?


DAIGORO de Spielvan (1986).
Com exceção do Jaspion, todo metal hero tem um cara meio atrapalhado que anda junto com ele, sendo o responsável por algumas cenas de humor do seriado. E no caso do Spielvan, o personagem que desempenhava tal função na história era o Daigoro.
Mas, curiosamente, o personagem some do seriado sem explicação nenhuma a partir do capítulo 19, apesar de ter sido presença constante na história até ali.


DANA de Poltergeist (1982).
Bom, nas continuações que esse filme teve, a personagem teve que sofrer a Síndrome de Chuck Cunningham provavelmente por motivos jurídicos mesmo, já que a atriz Dominique Dunne, que interpretava a Dana, foi assassinada.
Assim, os responsáveis pelo filme acharam melhor continuar a história dali pra frente ignorando a personagem, como se ela nunca tivesse existido.
Expor a imagem da atriz ali talvez pudesse causar algum problema com os tribunais.


EGON, PETER e RAY de This Ain’t Ghostbusters XXX (2011).
Esse aqui eu acho que supera todos os outros: nada menos que os 3 protagonistas da história somem sem explicação nenhuma lá pelos últimos 20 minutos do filme!


FUFUCHU e MUKIMUKIMAN de Metalder, o Homem-Máquina (1987).
É difícil definir o que esses 2 vilões eram. Mas vamos dizer que eram 2 lutadores de sumô estilizados.
Bom, o Fufuchu e o Mukimukiman aparecem regularmente nos 8 primeiros capítulos de Metalder. E aí, de uma cena pra outra, eles simplesmente não voltam mais a aparecer e ninguém menciona eles a partir daí.
E uma coisa curiosa é que, quando o seriado já tá no final, aparecem algumas cenas de flashback do início, quando alguns personagens se lembram de uma coisa ou outra do início da história. E nessas cenas esses vilões aparecem. Então, também não fizeram questão de esconder que eles já tiveram lá no início e depois sumiram.


MIDORI de Gigantes Guerreiros Goggle Five (1982).
Na verdade, a personagem tinha pouca importância no seriado. Mas não deixava de ser uma personagem fixa (falava pouco, agia pouco, mas tava presente no recinto na 1ª metade do seriado).
A Midori era uma das assistentes dos heróis principais da história. E ela ficava orientando as crianças que manipulavam os computadores na base dos heróis.
Sumiu sem explicação depois do capítulo 22.


QUOPEG de Mercenários das Galáxias (1980).
Embora esse filme nem tenha tido uma continuação, o sumiço do personagem é perceptível: ele é o guarda-costas do Cayman e anda sempre junto com ele em todas as cenas em que ele aparece, mas deixa de ser visto de uma cena pra outra na 3ª parte do filme.
O motivo do desaparecimento do personagem nunca foi explicado.


SMITH de Jiraiya, o Incrível Ninja (1988).
Esse cientista que ajudou o herói principal do seriado em momentos críticos, dando a ele uma armadura fortificada e um super carro cheio de armas, simplesmente sai de cena no capítulo 23.
Tudo bem que o Smith não chegava a ser um personagem tãããããããããão frequente assim no seriado. Ele só apareceu em capítulos específicos. Mas podiam pelo menos dizer pra onde ele foi, né?


TANYA do Inominável 2 (1992).
No filme anterior, ela era uma das personagens principais. Mas aqui, ela só aparece de longe, na 1ª cena do filme, sendo colocada em estado de choque numa ambulância e... Não se fala mais nela depois disso!
Isso sem contar que ela termina o filme anterior andando pra longe do lugar onde aqui ela foi colocada na ambulância. E certamente não tava em estado de choque antes.


TIAMAT da Caverna do Dragão (1983).
Embora a própria abertura do seriado dê a entender que ela vai ser uma personagem fixa da história e vai lutar tanto contra os heróis quanto contra o Vingador, a Tiamat some do mapa e não volta a ser mencionada a partir do capítulo 20 do seriado, quando os garotos vão ao Cemitério dos Dragões pedir a ajuda dela pra matar o Vingador.
Aliás, o desenvolvimento da personagem ao longo do seriado foi bem pobre: ela só aparece pessoalmente em 4 capítulos, embora seja mencionada em outros.


TODOS os personagens sobreviventes de Denshi Sentai Denjiman (1980) com exceção da Rainha Hedorian.
Embora Taiyo Sentai San Barukan (1981) seja a continuação de Denjiman, a única personagem que aparece nos 2 seriados é a Hedorian. E no 2º seriado nunca se explica o que aconteceu com os personagens do 1º.


TODOS os personagens sobreviventes de Sexta-Feira 13 (1980) e suas continuações com exceção do próprio Jason Voorhees.
Essa provavelmente foi a série cinematográfica de terror com a maior quantidade de personagens que sofreram a Síndrome de Chuck Cunningham.
Nem é preciso dizer que a maioria dos personagens que aparecem nesses filmes são mortos pelo Jason ou pelos assassinos eventuais que aparecem de vez em quando... Mas e os sobreviventes?
Aí é que tá: essa minoria de personagens que não morrem em algum filme raramente voltam a aparecer ou mesmo a ser mencionados em filmes seguintes.
Até o Tommy Jarvis, que foi o herói que apareceu mais ao longo da série, dando a entender que seria um personagem fixo dali pra frente, aparece pela última vez no 6º filme e depois... Ué! Cadê ele???


Vários personagens de He-Man e Os Defensores do Universo (1983) quando o seriado foi convertido em She-Ra (1985).
Bom, aqui temos um caso meio à parte: em 1983 e 1984 era contada a história de um seriado que se passava num planeta e, em 1985, a mesma história continuou em outro seriado que se passava em outro planeta.
Nessa mudança, vários personagens vistos com frequência em 1983 e 1984 (como a Maligna) simplesmente sumiram sem explicação, enquanto outros (como o próprio He-Man) continuaram aparecendo em 1985, ainda que com menos frequência.


Vários personagens da Ilha dos Cães (1982).
Em 1946, a milionária Ida Parsons foi estuprada durante uma festa numa ilha e matou o estuprador logo depois.
Aí corta. A história passa pra 1982. E só é explicado o que aconteceu com a Ida nesse meio tempo.
O casarão onde a festa tava rolando em 1946 tava cheio de gente. Algumas dessas pessoas pareciam fazer parte da Família Parsons. Mas o que houve com todos eles? Quando a casa é encontrada em 1982 por um grupo de náufragos tem várias fotos de algumas dessas pessoas lá, mas nunca se explica (nem se insinua) o que aconteceu com ninguém.


Vários personagens de Incesto (2000).
Contando com o 1º filme, essa série teve 9 capítulos, sendo que o 2º, o 3º e o 4º pretendem (ou pelo menos EU ACHO que pretendem) continuar a história do 1º. Só que os personagens do 1º filme vão sumindo sem explicação conforme a história vai avançando.
O mais engraçado é que, quando a história já tá lá na frente, o Jorge, que é o protagonista, começa a se lembrar da família que ele tinha no 1º filme. E aí aparecem cenas de flashback do 1º filme mostrando isso. Mas agora ele tá casado com outra mulher e dizendo que criou a filha dessa outra mulher desde que ela era criança, sendo que a história desse filme parece se passar no máximo uns poucos anos depois da história do 1º?!
Eu hein!


ZUMBI INDIGENTE de Le Notti Erotiche dei Morti Viventi (1981).
Tudo bem que é um personagem secundário, que nem faz parte do tema principal da história. Mas a participação dele no filme é tão sem pé nem cabeça que acaba chamando a atenção.
Se trata de um homem não identificado que, no início do filme, aparece flutuando no Mar e, aparentemente, terminando de morrer ao lado de um barco ancorado.
O Larry, que é o dono do barco, puxa ele pra cima com uma âncora... Isso aí: o ‘herói’ vê uma pessoa se afogando e joga uma âncora na pessoa pra tirar ela da água!
Bom, o indigente é levado embora de ambulância, mas constatam que ele tá morto. E levam o corpo pro hospital pra ser examinado por um legista. Mas pouco depois, vemos que na verdade ele é um zumbi. E mata o legista com uma mordida no pescoço, antes de sair andando pra fora da sala... e nunca mais voltar a ser visto nem mencionado!


Até a próxima!

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

SRDJAN TODOROVIC

Embora o iugoslavo Srdjan Todorovic (creditado algumas vezes também como Zika Todorovic) já tivesse desde os anos 60 uma carreira consolidada como ator, ele se tornou realmente famoso no Mundo inteiro por causa de uma produção de terror: o filme Terror Sem Limites (2010).
Essa foi uma das produções cinematográficas mais polêmicas dos últimos 10 anos. Chegou a ser proibida no Brasil em Julho de 2011, só sendo liberada definitivamente 1 ano depois, em Julho de 2012.
Assim como tinha acontecido com Antropophagus (1980), Terror Sem Limites foi muito degradado pelas fofocas e informações desencontradas, mencionando cenas e situações que nem existem no filme.
Foi chamado de “filme de terror pornô”, “filme de terror pra pedófilos”, “filme de terror que incentiva corrupção sexual de menores”... E daí pra baixo. E toda essa polêmica começou exatamente por causa da proibição que o filme sofreu, que muita gente nem entendeu e aí saiu afirmando que o filme tinha sido proibido por ser tudo isso (e mais um pouco) dessas definições aí em cima.
Bom, esclarecendo: Terror Sem Limites não é um filme pornô, porque não tem nenhuma cena real de sexo, e menos ainda incentiva a corrupção de menores, já que nenhum dos heróis da história defende essa prática como certa ou como algo que se deve fazer.
O filme recebeu essa censura no Brasil porque ele tem 2 cenas de estupro de crianças. Mas evidentemente o que é mostrado ali não são estupros de verdade e também não foram usadas crianças pra fazer essas cenas, mas sim bonecos.
Essas situações são criadas pelo vilão principal da história, que é um psicopata decidido a gravar um filme de sadismo extremo, mostrando cenas reais (dentro do universo do filme) de torturas, estupros e assassinatos bizarros relacionados a sexo.
Numa dessas, ele consegue drogar o personagem do Srdjan e fazer ele transar com uma figura indistinta, envolta em panos. Até que, quando ele volta a si, ele vê que a tal figura é o filho dele de 6 anos.
Ao perceber isso, ele tem um ataque de fúria e massacra todos os responsáveis pelo filme.
Assim sendo, qual foi o incentivo que teve aí à corrupção de menores? Eu não vi nenhum. Pelo contrário: a gente vê até uma certa apologia ao amor paterno, com o pai virando uma fera que estraçalha a unhas e dentes os responsáveis por ele ter estuprado o filho inconscientemente.
Obviamente, eu não tô dizendo que Terror Sem Limites é um filme ‘bonitinho’, que pode passar na Sessão da Tarde. É evidente que é um filme com cenas mais fortes do que o comum, tem várias situações que vão ser consideradas de mau gosto, não é pra ser assistido por pessoas mais impressionáveis... Mas não tem sentido dizer que é um filme pornô nem que é um filme que incentiva sexo com crianças.
E claro: é considerado um filme de terror por causa da multidão de cenas splatter vistas aqui.
Outras produções de terror de que o Srdjan participou foram Vec Vidjeno (1987), Flert (2005) e Sektor (2008).
E no ano que vem ele vai aparecer em outro filme de terror que tá sendo gravado agora, chamado Apsurdni Eksperiment.
Bom, clique aqui pra ver mais informações sobre o Srdjan:


E clique aí do lado em ‘slashers’ que você acha um post sobre Antropophagus.
Até a próxima!

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

DEUS

título original: Deus
ano de lançamento: 2013
país: Brasil
elenco: Clarice Falcão e Rafael Infante
direção: Ian SBF
roteiro: Fábio Porchat

Uma mulher chamada Judith aparece de repente no meio de um grande espaço em branco, onde ela vê uma figura vestida com roupas típicas de povos florestais, que explica que ela morreu.
Ela pergunta quem é a figura, que responde que é Deus.
Ele explica que cada civilização acredita numa coisa diferente sobre o Divino. Alguma dessas civilizações tinha que estar certa em relação a essa crença. E a que estava certa eram os habitantes de uma tribo da Polinésia.
Deus explica que, como a Judith não seguiu à risca os dogmas que ele determinou pra tribo da Polinésia, ela está condenada a arder no infinito pelo resto da eternidade.
Ela se defende, perguntando como ela poderia saber que SÓ AQUELE era o deus certo. E Deus responde que ela não ia saber, mas estava condenada assim mesmo.
Deus deixa claro que no Céu só tem polinésios.
A Judith reclama pelo fato do caminho apresentado por Deus como o ÚNICO caminho verdadeiro não ser conhecido por quase ninguém. Mas ele responde que tem certeza de que um dia a palavra dele vai chegar a todos. Até lá, quem ainda não tiver ouvido a palavra dele que se foda.

Deus é um dos curtas-metragens do grupo Porta dos Fundos. E qualquer semelhança que a gente veja entre o deus mostrado aqui e o deus apresentado por certos grupos pentecostais e neopentecostais do Brasil (principalmente entre os de classes sociais mais baixas) não parece ser mera coincidência.
Pois é: são aqueles grupos que repetem compulsivamente que a tal da “salvação” só é possível através da igreja DELES e da interpretação que o pastor DELES faz da Bíblia, convictos de que o deus DELES só pode ser encontrado na igreja DELES.
Em outras palavras, você pode ser uma pessoa altruísta, honesta, justa, pacifista, responsável, solidária, trabalhadora, amorosa com todo mundo... Aos olhos dos grupos mencionados acima, nada disso tem valor nenhum. Se você não adorar o deus DELES, você pode ter todas essas características positivas e mais todas as outras que você vai pro Inferno assim mesmo.
Os mesmos grupos alegam que já têm uma passagem garantida pro Céu. Afinal, de acordo com eles, no Céu do deus DELES só tem quem é da igreja DELES.
Os mais tolerantes até concordam que quem não é da igreja DELES mas frequenta alguma igreja que segue o mesmo estilo que aquela ainda pode ir pro Céu. Mas o resto da Humanidade já está condenada ao Inferno desde agora.
Se alguém morreu sem ter conhecido a palavra do deus DELES, problema desse alguém. A ética do deus DELES é exatamente essa: ele cria leis que não podem ser mudadas, permite que milhões de pessoas morram ao longo dos milênios sem nunca nem terem ouvido falar nessas leis e manda todas essas pessoas pro Inferno pelo resto da eternidade só porque nunca ouviram falar nessas leis.
É um deus movido a sadismo!
Então, o filme é uma sátira sobre isso. E eu achei fantáááááááááástica!!!
Eu não sou cristão. Mas quero deixar claro que aqui não vai nenhuma crítica da minha parte contra o Protestantismo sério. Até porque eu nunca vi um luterano, um presbiteriano ou um anglicano, por exemplo, me abordando na rua pra me falar de um deus fútil, cruel e sádico. Menos ainda pra me dizer que eu tenho o dever e a obrigação de me converter à igreja A, à igreja B ou à igreja C e que só ali é que eu vou encontrar o deus verdadeiro.
Protestantes históricos, em sua maioria, conhecem o velho princípio de que respeito se conquista com respeito, né?
Certos homens histéricos que andam com ternos abotoados até o queixo e carregam 24 horas por dia uma bíblia na mão e certas mulheres histéricas que usam cabelos de 3 metros e saiões arrastando no chão e também carregam 24 horas por dia uma bíblia na mão fariam bem em aprender esse princípio, né? Mas não adianta tentar ensinar princípios básicos de civilização a quem fala frases do tipo “O PASTÔ DA MINHA INGREIJA É UMA BENÇA!!!”.
Bom, clique aqui pra ver mais informações sobre o filme:


Até a próxima!