segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

MACHINEMAN

título original: Seiun Kamen Mashinman
título brasileiro: Machineman
ano de lançamento: 1984
país: Japão
elenco principal: Hideyo Amamoto, Kiyomi Tsukada, Osamu Sakuta
direção: diretores da Toei Company (sem registro de nome em sites confiáveis)
roteiro: Shotaro Ishinomori

Não é novidade pra ninguém que metal heroes são seriados voltados pro público pré-adolescente ou mesmo (em alguns casos) adolescente. Só que a Toei Company, que foi exatamente a companhia responsável pelo lançamento desse subgênero no início dos anos 80, naquela mesma época começou a visar um público um pouquinho mais jovem, ou seja, crianças por volta de 5 ou 6 anos.
O motivo é simples: quanto mais pequenininha for a criança, mais ela fica enchendo o saco dos pais pra eles comprarem os brinquedos relacionados aos programas que ela vê na televisão. É um público que oferece uma vendagem mais garantida de produtos.
Assim, a Toei lançou um metal hero voltado pra crianças menores: Machineman.
Vestindo uma armadura mais colorida e de aparência mais simples do que as dos seus colegas Gaban, Sharivan e Shaider, o herói aqui (sim: é ele que se chama Machineman rs) também tem um posicionamento bem menos violento do que eles: ele só destrói robôs guerreiros e evita matar qualquer ser vivo. Assim, quando derrota qualquer vilão humano, ele não mata a pessoa, mas sim purifica, transformando o bandido em questão numa pessoa ‘do bem’.
Aliás, pra compensar a baixa quantidade de porrada muito explícita nas cenas de luta, carregaram um pouco mais nas cenas de comédia.
E o time do mal? Bom, ao contrário dos vilões de quase todos os outros metal heroes, que querem sempre dominar a Terra ou mesmo o Universo, os vilões de Machineman têm um objetivo bem mais modesto: se livrar de todas as crianças que eles encontrem pela frente, já que eles são uma família de mafiosos alérgicos a crianças! São um tio e uma sobrinha chamados Professor K e Lady M... Como será o nome do resto da família? Lorde X e Doutora Y?rsrs
Bom, a cada capítulo, eles mandam 1 robô guerreiro diferente pra lutar contra o Machineman. Só que a produção aqui usou a mesmíssima tática que seria usada 4 anos depois em Cybercops, os Policiais do Futuro (1988): fizeram só 3 fantasias de robôs, que eram recicladas a cada capítulo pra parecer que eram vários.
A própria duração do seriado foi bastante simplificada, já que seriados desse tipo têm em média 50 capítulos, mas Machineman só teve 35.
Ao final de tudo isso, temos que admitir que a ideia da Toei funcionou, já que esse foi um dos seriados deles que produziram uma vendagem maior de brinquedos na 1ª metade dos anos 80.
Bom, como vocês tão vendo, Machineman é um seriado de aventura. Mas não pode ser assistido sob uma ótica adulta. É pra ver literalmente sem esperar temas muito elaborados nem violência explícita. Então, se você levar isso em conta, você vai gostar.
Clique aqui pra ver mais informações sobre o seriado:


E já que eu mencionei o Gaban, o Sharivan e o Shaider, clique aí do lado em ‘metal heroes’ que você acha posts sobre os seriados protagonizados por eles, ou seja, Space Cop (1982), Sharivan, o Guardião do Espaço (1983) e Shaider, o Detetive do Espaço (1984). E clique em ‘sentais’ que você acha um post sobre Cybercops.
Até a próxima!

4 comentários:

Marcelo Castro Moraes disse...

Me lembro que foi exibido na Band na época. Me lembro que realmente era bem infantil, porém bem divertido.

Bússola do Terror disse...

rsrs
É. Tinha partes engraçadas.

Fernando Terroso disse...

Machineman dirigindo deitado era engraçado !

Bússola do Terror disse...

rs
Acho que a intenção era fazer parecer engraçado mesmo, né? Machineman não é o tipo de seriado que dá pra você assistir levando a sério. Você tem que ver levando em conta que é uma comédia mesmo, embora voltada pra aventura.